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Não durma sozinho depois de assistir esse filme

Por Marcelo Minka

Finalmente um friozinho decente na pequena Londres, com celular indicando dez graus nesta manhã ensolarada. E, infelizmente, o novo filme do Ari Aster, ‘Beau Tem Medo’ não estreou por aqui. Então, vamos dar uma olhada no que tem pra hoje.

Quando eu ainda não tinha idade para ir ao cinema e assistir filmes mais ‘pesados’, já ouvia meus tios conversando sobre filmes de terror que tinham como temática o demoníaco. Claro, eu nem dormia à noite de medo, só de ouvir falar. Os filmes de terror que exploram este tema têm sido populares desde os primórdios do cinema, não nos esqueçamos de Nosferatu (1922). E desde essa época eles são frequentemente criticados por perpetuar estereótipos negativos sobre o mal, o sobrenatural e as religiões que os retratam, raramente aparecendo uma nova perspectiva sobre a temática. Atualmente temos toneladas de lançamentos deste tipo de filme todos os anos. Esses geralmente exploram o gênero ‘jump scare’, que nos faz pular da poltrona com os sustos, são de péssimo gosto e argumentos risíveis.

Mas, eis que esta semana algo chamou a atenção dos fãs do gênero. Em seu lançamento, o filme A Morte do Demônio – A Ascensão, recebeu 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o que é muita coisa para o gênero. O filme é dirigido por Lee Cronin (O Bosque Maldito – 2019), que tem a habilidade de criar atmosferas assustadoras que aumentam à medida em que a trama se desenrola. Cronin constrói sua narrativa usando elementos como casas na floresta, elementos sobrenaturais, crianças perturbadoras e outros velhos clichês, mas faz uso de forma criativa. E neste filme ele se supera em agonia, tensão e sangue.

Vamos deixar claro que A Morte do Demônio é somente para os fãs do gênero gore, aquele subgênero de terror com cenas explícitas de violência, sangue e mutilação. Desta vez, Cronin arranca suas narrativas em florestas escuras e arrasta para o urbano. A trama segue a perturbadora história de duas irmãs que vivem distantes uma da outra, interpretadas brilhantemente por Alyssa Sutherland (Vikings – 2013 a 2020) e Lily Sullivan (A Garota dos seus Sonhos – 2020). O reencontro das duas é interrompido por demônios devoradores de carne que surgem repentinamente, e aí tem início uma batalha primal pela sobrevivência do corpo, fazendo surgir a versão mais assustadora que você possa imaginar de uma família.

Se for assistir, sugiro que vá acompanhado e depois não durma sozinho. Este também pode ser um ótimo pretexto para outras coisas. Bom fim de semana.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas. Me siga no Instagram: @marcelo_minka e @m_minka_jewelry

Foto: Divulgação

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