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Ressignificar 

Por Ângela Diana

Ressignificar = atribuir um novo significado a; dar um sentido diferente a alguma coisa; redefinir. Essa palavra tem muito a ver com a história de hoje da coluna! 

Alguém se lembra da loja BIJORHCA?

Tenho certeza que sim! Bijorhca é o nome de uma das maiores feiras de bijoux e semijoias, que acontece em Paris, na França.

Foi onde seu Orlando Rigoni se inspirou para colocar o nome da primeira loja de bijouterias da cidade.

Dona Enriqueta (eram casados na época) começou a trazer bijoux de Sampa, transformá-las e colocar na loja que, na época, se chamava “Orlando Relógios “.

O mais bacana é que se tornaram pioneiros nesse setor aqui.

O que raios isso tem a ver com a coluna de hoje? Criatividade, arte e empreendedorismo! Seu Orlando era visionário, sempre tentando empreender,  além de ser um excelente relojoeiro, fazia gravações no metal.

Dona Enriqueta tinha olhos clínicos para o que eram peças “joiudas”  (como carinhosamente eu e Ana Paula, colunista de Moda e costumes aqui do O LONDRINENSE) apelidamos AQUELAS peças de qualidade superior e que fazem nossos olhos brilharem de tão lindas!

A loja foi um sucesso! Durante 40 e poucos anos! 

Nos seus derradeiros últimos anos, a loja já apresentava sinais de envelhecimento… (Para quem não sabe, até lugares precisam de mudanças e cuidados! )

 Foi quando o Rogério (colunista do jornal com a coluna DNA do Rock e casado com essa que vos escreve), filho do casal, assumiu uma massa já falida, mas com potenciais para continuar pioneirissima no ramo!

Entrei como artista na empreitada, a Aninha era responsável pelas páginas sociais, e Pamela (nossa queridona) fazia a parte da arrumação das vitrines e vendas (aprendi muito sobre atendimento com ela). Vale dizer que a Pamela era uma excelente montadora de bijoux também e apaixonada pelo que fazia. O Rogério era o cabeça, desde criança ele vivenciou e aprendeu o ofício das montagens! E de como funcionaria uma loja de primeira!

Com isso em mãos e sem capital de giro, encaramos o desafio! Por três anos , trabalho duro, fomos conseguindo reabastecer a loja com peças que eram o top das tendências no mundo.

Mas, esbarramos com situações que jamais imaginaríamos! Fomos convidados pela Dona Enri para assumir a loja, já que ela demonstrava a vontade de parar aos poucos e o Rogério já era sócio desde os anos 80.

Ela me levou para uma viagem de compras e me mostrou todas as lojas bacanudas, aonde o comércio no atacado impera!

Desde peças para montagens até bijoux boas… Foi nessa época que conheci a feira da Bijoias, que acontece 4 vezes ao ano.

Lá, eu tive um dos maiores insights da minha vida! Eu ainda tinha um preconceito gigante sobre transformar arte em mero comércio! Achava sim, que bijoux eram para incentivar APENAS a vaidade das pessoas e isso levando em conta que eu mesma sempre fui apaixonada por brincos e anéis. 

Na feira, eu comecei a ter contato com quem fabrica,  com os designers, com as melhores peças do mercado, com fabricantes de vários lugares do país.

E, além disso, comecei a aprender que cada um deles, antes da fabricação, faz uma pesquisa extensa do que acontece de tendências (e não modinhas!) no MUNDO!

As pesquisas começaram e fui descobrindo designers como Miriam Haskell, Cirilo e que artistas como Salvador Dali já tinham suas peças autorais no mundo das joias e bijoux.

Conheci a magia das pérolas de água doce, do acrílico, das peças de cobre, o que era uma zirconia, banhos de metais e até encontrei o banho raro de Sódio azul… Pedras brasileiras como a esmeralda da Paraíba e nossa muito conhecida ametista em vários formatos e cores…

MAS….apesar de tudo isso, como a Bijorhca já era uma massa falida, com crise no comércio e o atraso de tudo o que é novo na cidade, fechamos as portas!

Encerramento das atividades e, em seguida, a PANDEMIA…

Lutamos para pagar a todos e fomos julgados (mal) por pessoas que não estavam conosco das 7 da manhã – que era quando chegávamos – até as 7 da noite, que era quando, mesmo com as portas fechadas, ainda estávamos trabalhando.

A “Bijorhca” ou aquela fase tornou-se um peso… Isso acontece em todo negócio de família, em que um dos cabeças torna o negócio seu único objetivo de vida… O que pode ser um empreendimento bacana e pioneiro, abrindo as portas para trabalho com vários profissionais, torna-se uma “ENTIDADE”, uma “instituição ” no mau sentido.

Quando isso acontece é preciso uma libertação! E quando o legado é interessante, torna-se extremamente necessário uma releitura e uma resignificação!

Ressignificar a Bijorhca

Então, tenho o enorme prazer de anunciar aqui, na coluna de Arte que, levando em conta todas as características de pioneirismo, olhar clínico das tendências,  conhecimento de arte, design, material, pessoas de vários ramos que nos ajudam a afunilar e casar o talento com a prática, estamos ressignificando – com todos os conceitos de sustentabilidade, saúde do meio ambiente – o pensar nas pessoas como gente e não apenas como “clientes”, empatia, respeito pelas diversas e maravilhosas diferenças de cada um e cada uma. Por isso, resolvemos abrir a Oficina BIJORHCA!

Em primeira instância, estaremos com consertos de peças,  montagens e desmontagens para todas as nossas clientes, conforme o gosto e estilo de cada uma a reforma de suas bijoux

Mas teremos muitas novidades, peças autorais e arte! Muita arte! Um dos objetivos é provar que o design,  as artes plásticas, estudos de tendências e trabalho duro (os 99% de suor), já estarão sendo pioneiros nessa cidade para provar que a arte dá, sim, empodeiramento, recursos para sobreviver com dignidade e autoestima para quem faz a peça e para quem usa!

A Bijorhca continuará pioneira no sentido de estar antenada com uma nova fase de pensar a criatividade e a sustentabilidade!

O conhecimento não pertence á ninguém e não pode morrer! Logo menos, anúncio aqui cursos de bijoux autorais e como fazer o famoso “nozinho”, técnica da alta joalheria que pouquíssimas pessoas fazem por aqui!

Logo menos estaremos também com as páginas sociais abertíssimas para maior contato com todas, todes e todos!

A OFICINA BIJORHCA ainda não é a LOJA. Ela será o coração das nossas criações, ensinamentos e um pólo pra ressignificar aquelas peças que vocês tem em casa, que são afetivas, ou aquelas peças montadas com nozinho e material de alta qualidade!

Ressignificar. Dar um novo rumo à um contexto. E é isso que estamos fazendo. Ressignificando a Bijorhca

A curadoria de peças acontecerá! Aqueles anéis que brilham demais, bijoux joiudas, exclusivas, marcas que ninguém tem por aqui, estudos de tendências,  teremos sim! Mas vocês terão que aguardar !

A OFICINA será o coração, a alma da da “casa”, próspera e gestora de ideias,  fonte de pesquisas no ramo da bijoux, acessórios como bolsas e chapéus, tudo com a marca BIJORHCA! 

As parcerias vão acontecer e, logo que as páginas estiverem ativas,  tudo isso e mais um pouco estarão à distância de um clique!

A gente passa mais informações pelo whats 43-99914-3516!

E estamos fazendo um sorteio, rifa, caixinha de abertura de ateliê, com um lindíssimo brinco banhado  a ouro e com cristais Oktant da Swarosvky! 

São 70 números e cada um custa R$10, que podem ser pagos pela chave PIX 84113367949! Ainda dá tempo! O sorteio será nesta sexta (15), à noite! Para participar é só me dar um toque nesse whats 43-99914-3516, mandar o comprovante do PIX, deixar nome e contatos e escolher um ou mais números que estiverem disponíveis e torcer! 

Nosso maior lema é: “Os cães ladram e a caravana passa”! 

No caso, a “caravana” somos nós! Artistas, designers, visionários,  empreendedores, pioneiros! Estamos e somos da mesma tribo!

Ou como diz o Rogério  “É NÓIS! BORA PRO ROCK “! Aliás, o rock, é um estilo de vida! com liberdade, arte e fonte de inspiração!

Paz vobiscum!

Ângela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos. Instagram angela_dianarte

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Fotos: Acervo pessoal

(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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