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E SE TODAS AS CALÇADAS FOSSEM COLORIDAS?

Começo o texto de hoje com essa pergunta estranha…Mas imaginemos: uma cidade com arte por toda a parte! Em vez dessas calçadas quebradas e refeitas de uma forma tosca, teríamos as calçadas ecológicas, com árvores próprias e cheias de flor; para quem quisesse, algumas seriam de petit pavê, da cor da nossa terra e não brancas encardidas….Ou, num futuro muito distante, as calçadas de mosaicos coloridos ou, ainda, como as usadas em algumas cidades de Londres (são feitas de borracha de pneus e cimento, permeáveis e duram pelo resto da vida), o que, de “quebra “, eliminaria os problemas com pneus velhos juntando dengue!

Rua em La Paz, Bolívia (Foto Pixabay)

Agora, vamos pensar nas praças, aquelas bem cuidadas, aonde as árvores são podadas adequadamente e os artistas da cidade são convidados a fazerem projetos de esculturas, mosaicos, instalações para que um grupo imparcial os escolha e, com isso, as praças sejam lugares de descanso, paz e arte.

E as paredes “mortas” dos prédios? Aquelas gigantes, que com o passar do tempo ficam cheias de mofo ou são avacalhadas por pichadores? Imaginem se grafiteiros de verdade e pintores fossem convidados para pintar essas paredes? Grafite é arte, pichação sem propósito NÃO! (E TAMBEM NÃO É UMA FORMA DE EXPRESSÃO!). Em Goiânia fizeram um projeto desses anos atrás, vi prédio pintado até pelo Siron Franco, artista goiano famoso e muito bem cotado no exterior.

E o Bosque, nosso querido bosque, cada dia mais destruído e tomado pelo mofo e cocô de pombos…o que seria esse espaço com arte? Talvez um ‘BOSQUE DO PAPA” como em Curitiba? Com as árvores replantadas, calçadas bem feitas, esculturas e iluminação próprias…um lugar que nos desse orgulho e não desolação.

Dos museus, nem preciso mais falar, pois já falei! E também do projeto do lago nunca feito…Se todo bom londrinense fotografa e ama o lago Igapó, imagine se o projeto do Burle Marx fosse FEITO! Se é que ele ainda existe, esquecido em alguma gaveta governamental…

Parece que, nas várias colunas que escrevi, estou sempre falando da mesma coisa, mas me indigna o fato das pessoas se acostumarem a viver numa cidade aonde a “revitalização” é pintar calçada quebrada cor de tijolo e colocar algumas floreiras …

Hoje, como artista, venho cobrar da Secretaria da Cultura alguns posicionamentos quanto aos projetos que a secretaria poderia desenvolver com os vários criadores artistas de Londrina! Pois a cidade aonde nasci, merece mais, muito mais, cuidado , arte e planejamento.

Eu conheço a maiorias dos artistas daqui e, para cada ideia que aqui está, temos profissionais para isso. E com certeza, verbas também, pois Londrina não é uma cidade pobre!

Viver sem arte é um tédio profundo, viver em uma cidade cheia de possibilidades mas, a cada dia, mais mal cuidada é de enfurecer!

Chamem os artistas, organizem projetos, coloquem nas suas mentes que uma cidade com arte, chama turistas, atrai dinheiro, melhora o comércio e com isso mais dinheiro para a cidade….Tão simples ….


Beco do Batman, na Vila Madalena, em São Paulo: atrativo turístico (Foto: Visual Hunt)

Vamos começar a imaginar essa cidade de outra forma, com seus prédios históricos preservados, suas áreas públicas e de lazer cheias de obras de arte, quem sabe assim mudamos o nosso sentir, treinamos a nossa percepção para o belo e começamos a rejeitar e reclamar desses remendos mal feitos e esses “escombros mofados” que vemos todos os dias!

Como diz um amigo meu: “oremos”!

Boa semana do dia das mães para vocês !

Que a beleza e a transcendência da arte ilumine a todos!

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

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