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Conheça o Coletivo Cotidianas

Por Ângela Diana

Tive a grata surpresa, neste ano (que, vamos combinar, está difícil para todo mundo!), de ser convidada pela artista Daniela Troiano a fazer parte do “Coletivo Cotidianas”.

Olhem bem como o universo conspira à favor de quem não “conspira contra ninguém “(kkkkkkkk)!

Eu e Dani começamos a conversar no Insta, sobre arte, o que é ser mulher nos dias atuais e outros assuntos. Ela então me chamou para um grupo no Whatsapp e expôs a ideia dela, de uma coletiva e oficinas.

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Conheci então (tudo on-line) a Elis e a Edra…

Estamos conversando e mostrando as obras umas das outras desde abril deste ano e agora, em setembro ,teremos a primeira expô do Coletivo!

Você acha pouco? Que tal a ideia de quatro mulheres, artistas, cada uma com sua obra, se juntarem para falar do FEMININO?

É pouco? Não, gente! É muito! 

Você sabe que existem mais mulheres nuas (ou não), nas paredes dos museus do que assinando obras?

“Ah, mas é porque tem mais artistas homens!”

NÃO É ASSIM!

Lembram quando comecei a série “Mulheres Artistas”?

Foi um pontapé na bunda da história, para começarmos a discutir o papel das mulheres nas artes plasticas em geral!

Aonde foram parar? Bom, nesse mundo machista algumas foram queimadas, estupradas, colocadas em manicômios,  tachadas de loucas ou bruxas, engolidas pelos companheiros (como a Margareth Keane e Frida Kahlo) e mastigadas pela sociedade.

Ainda que, nesses dois exemplos que eu dei, são super conhecidas hoje em dia, mas para elas chegarem no topo da história, foram subjugadas e muitas obras apareceram tardiamente ou seja, muita, mas muita luta e obras fortes que resistiram (e resistem) no tempo….

Começamos a pensar sobre o que é ser FEMININA? E como as mulheres ainda não se libertaram totalmente da ideia que ser “feminina” é usar vestido florido, falar baixo, ser extremamente delicada, subjugada, parecer submissa e ter aquele olhar de bichinho perdido…(Nada contra vestido florido, ok? Eu particularmente adoro!)

Esse “tipo” de mulher, criada por algumas mentes masculinas, NÃO EXISTE!

Obra de Dani Chineider

Na natureza, só sobrevivem os mais fortes… Olhe a quanto tempo estamos por aqui, nós, mulheres! Infelizmente, o machismo é tão enraizado, que as próprias mulheres criam homens machistas.

A ideia, por exemplo, que mulher que usa roupa justa ou muito curta é “p*ta” já nos revela toda a ponta do iceberg das tragédias que acontecem com as mulheres!

Voces sabiam que conhecemos a historia dos celtas por causa de Julio Cesar (imperador de Roma)?

E sabe por quê? Na civilização celta, as mulheres e homens tinham os mesmo direitos e deveres, era fácil encontrar mulheres que batalhavam ao lado dos homens; outras eram considerada quase como deusas, pois tinham o conhecimento das ervas, da arte, da tecelagem…

Muitas eram “chefes de estado” e o VERDADEIRO FEMININO reinava soberano.

Homens e mulheres em harmonia e respeito…

Julio César ficou apavorado quando conheceu essas mulheres! 

Infelizmente, Roma tinha o poder de ter o exército mais organizado, com soldados “pagos” da época.

Os celtas lutaram arduamente, mas, no final, Roma ganhou.

E depois disso, toda a história mudou….

Para as mulheres, para pior!

O coletivo é uma das formas de discutirmos e atuarmos , com a arte para debelar muito do machismo nesse mundo.

Um trabalho de apagar incêndio com gotas de água, mas tem MUITAS fazendo isso, no mundo todo! E eu acredito que, não só nas artes, mas em todos os lugares, nós mulheres vamos mostrar para que viemos. 

Vou deixar bem claro: Eu tenho muitos amigos homens que são irmãos para mim, sou casada com um homem, tenho muitos primos homens, que vi nascer e acompanho a trajetória e acredito que homens e mulheres se complementam e se ajudam!

Só que, como disse, vivemos num mundo cheio de raízes machistas ( tipo o fungo do “The last of us”), crescendo dentro de todos desde cedo.

Nesse século 21, espero e acredito que foi dado a largada para que possamos, mesmo devagar e infelizmente ainda com mulheres que acabam sendo mártires na história, ir debelando das próximas gerações toda essa conotação ridiíula imposta pela sociedade para nós, mulheres!

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Siga o coletivo nas redes sociais, interaja conosco, vamos falar de arte, de poder feminino, de como acabar com tantas mortes e sacrifícios das mulheres…

Pense comigo, nesse mundo de agora: se os homens fossem estuprados e mortos tanto quanto as mulheres são, já nao teríamos leis mais duras contra o assédio, assassinato (de várias formas) e torturas que as mulheres passam?

Até quando vamos ficar caladas e subjugadas nas nossas profissões também por uma sociedade que brinca de guerra como num vídeo game?

Qual a sua opinião?

Aguarde! Logo mais passo a data da exposição e já estão todos, todas e todes convidados para apreciar as obras e discutirmos sobre o papel da mulher! E o que é o verdadeiro FEMININO!

Bom final de semana! Pax vobiscum e carpe diem!

Ângela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto principal: Acervo pessoal

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1 comentário

  1. Conhecia todas apenas “on-line “, em breve conhecerei todas pessoalmente!!!! Vemmmm exposição no Sesc!

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