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Arte e a mudança de mentalidade

A arte transcende barreiras e oferece a chance de vermos uma imagem de vários ângulos diferentes…Dizem que o pensamento, gera um sentimento , que gera uma ação! Aprendi isso no grupo do amor exigente.. Creio que todo mundo deveria fazer parte de um grupo assim ou fazer terapia!.

A arte age diretamente no sentimento, na emoção, no cerne da questão, no ponto chave do que nos faz “humanos”! Se a arte age, digamos, no centro desse processo, podemos acreditar que quem é “tocado” pela arte, seja ela qual for: música, dança, teatro, cinema, artes plásticas, já vai sair de uma exposição, por exemplo, um pouco diferente de quando entrou…

A arte é tão importante que até Napoleão Bonaparte acreditava que deveria ser para todos ou os grandes mecenas gastavam fortunas para que os melhores artistas daquela época trabalhassem para eles! A cultura sempre foi símbolo de status! 

Aqui, no Brasil, não funciona assim, afinal um povo que não conhece suas raízes e sua cultura , não se reconhecem como cidadãos. A cultura eleva o intelecto, molda o espírito, traz prazer estético, faz com que as pessoas criem expectativas de morarem em lugares melhores e ensina a pensar!

A arte, como já disse várias vezes por aqui, nos condiciona a sempre nos perguntarmos: “tem que ser assim”, ou “porque tem que assim, não pode ser assado”? A beleza traz sonho, ensina a contemplação…diminui a ansiedade.

Ambientes poluídos, sujos, desgastados por falta de cuidados, criam uma perturbação psicológica, trazem melancolia, tristeza, baixo astral …Já ambientes limpos, bem cuidados, trazem paz…

Então , vamos dar um exemplo da nossa cidade: o bosque! Mal iluminado, sujo, com as árvores caindo…nenhuma escultura, nenhuma calçada desenhada para ele, apenas sujeira, muretas quebradas….

Foto: Arquivo/Prefeitura de Londrina

Porque “revitalizar”, não é pintar banco! É fazer um projeto artístico, arquitetônico, que encha os olhos e toque as pessoas, que evoquem o sentimento de pertencer a essa cidade, o contentamento de ser londrinense.

E faz tempo que a gente não sente isso…Que dirá o calçadão! Pedras substituídas por cimento sem graça, e sem terminar! A história foi pelas bocas de lobo da rua! Ou seja: escorreu por um ralo gigante!

Londrinense, assim como um ótimo brasileiro, não tem memória! Acredita que museu é lugar de coisa velha e tudo o que é “velho” tem que ir para o chão…É ou não é!?

É lindo ver fotos do lago Igapó! Mas é outro projeto nunca acabado! Que era para ser do Burle Marx!! Me frustra saber que nunca veremos nada disso!

E. quando não, ainda mexem nas obras! Como o Monumento ao Viajante, em que a cúpula era iluminada e, depois, mudaram o projeto do Aragão, colocando holofotes imensos embaixo da obra, aliás!

Seria trabalho da Secretaria da Cultura mapear as obras dos artistas pela cidade e batalhar para que elas ficassem intactas! Políticas culturais! Projetos! Cultura levada à serio! Arte para todos!

Carpe diem! Boa semana!

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto: Arquivo/Prefeitura de Londrina

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