Skip to content

TRT determina volta parcial do transporte coletivo, mas trabalhadores mantém paralisação nesta segunda-feira (12)

Em live, prefeito criticou a postura das empresas em “pagar fornecedores em vez dos trabalhadores”

Telma Elorza

O LONDRINENSE

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) determinou a volta parcial dos serviços de transportes coletivos em Londrina. O desembargador Eliazer Antonio Medeiros acolheu parcialmente o pedido da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). A paralisação entrou no quarto dia, nesta segunda-feira, sem perspectivas de acordo. Uma manifestação de motoristas e cobradores está ocorrendo em frente à Prefeitura de Londrina, pedindo uma solução ao prefeito.

O desembargador determinou que “pelo menos 70% dos motoristas e cobradores, em cada linha e escala, no horário das 5h00 às 9h00 e das 17h00 às 20h00 de segunda a sexta-feira, e de 50%, também em cada linha e escala, nos demais horários e nos sábados e domingos”. O magistrado impõe multa de R$40 mil por dia ao sindicato caso a decisão não seja cumprida. 

Motoristas e cobradores paralisaram o serviço na sexta-feira (10) por falta de pagamento. Segundo o presidente do Sindicato Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo (Sinttrol ), José Falleiros, a paralisação deve continuar, apesar da decisão do TRT, porque ainda não foram intimidados. De acordo com ele, os mais de mil trabalhadores estão apenas reivindicando seus direitos, de receber o salário, sem nenhum tipo de pedido de reajuste. O pagamento era para ter sido feito no 5º dia útil, na última quarta-feira (7).

Em live pelo Facebook, realizada na noite de domingo (11), o prefeito Marcelo Belinati (PP) criticou as empresas que oferecem o serviço de transporte coletivo em Londrina pelo não pagamento dos salários de seus funcionários referentes ao mês de março. “Na minha opinião, salário é prioridade absoluta. Tinha que ter sido pago, mas as empresas preferiram pagar fornecedores do que o salário dos trabalhadores”, disse.

Segundo o presidente da CMTU, a folha de pagamento das empresas representa valores em torno de R$1,5 milhão. “Elas declararam na Justiça do Trabalho uma receita de aproximadamente R$ 5 milhões”, afirmou.

Foto: Arquivo/Emerson Dias/Prefeitura de Londrina

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Designed using Magazine Hoot. Powered by WordPress.