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Prefeitura prepara licitação para mais “florezinhas”

Aviso de Tomada de Preços para implantação de floreiras no Lago Igapó II foi publicado no Jornal Oficial

Telma Elorza

O LONDRINENSE

A Prefeitura de Londrina gosta mesmo de flores. Depois de gastar mais de R$650 mil com manutenção e conservação de jardins, em rotatórias e outros canteiros públicos, somente em 2020, agora a administração pública quer substituir tachões de trânsito por floreiras, ao custo de mais de R$658 mil.

Foi publicado no Jornal Oficial do Município, edição 4.196, o aviso da abertura de licitação na modalidade Tomada de Preços para a execução das obras de implantação de floreiras, pintura de ciclovia e adequação de ilhas de trânsito no entorno do Lago Igapó 2.

O contrato de manutenção dos canteiros entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e uma empresa de paisagismo de Presidente Prudente (SP) foi assinado em 12 de dezembro de 2019, com vigência para 12 meses, podendo ser prorrogados. Os trabalhos começaram esse ano e prioriza, basicamente, o centro da cidade e Zona Sul. Com a nova licitação em Tomada de Preços, que pode ou não ser contratado, o serviço de manutenção das flores vai, certamente, aumentar.

Pelo novo projeto, os atuais tachões – que custam caro e foram implementados na região na gestão do ex-prefeito Barbosa Neto – dividem a ciclovia da rua e serão substituídos por floreiras. O secretário municipal de Gestão Pública, Fábio Cavazotti e Silva, disse, em entrevista à Paiquerê 91,7, que o projeto vai trazer “embelezamento e valorização à região”. Como se a área do Lago Igapó realmente precisasse ser embelezada e valorizada.

Serão mais de R$1,3 milhão gastos, nos próximos meses, com “embelezamento” de áreas nobres da cidade. Com esse dinheiro, a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD) poderia construir 23 casas de 50 metros quadrados, com um valor aproximado de R$55.800,00 (sem contar o terreno). O cálculo foi feito com o índice CUB do Sinduscon-Norte, na categoria de construção mais inferior. Com essa quantidade de casas, seria possível retirar mais de cem pessoas que vivem em Londrina em situação de vulnerabilidade.

Foto: reprodução da internet

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