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Operação Recidiva cumpre mandados de busca e apreensão em Londrina

Equipe O LONDRINENSE

Foi deflagrada, na manhã de hoje (2), a Operação Recidiva da Polícia Federal, realizada pelo Grupo de Repressão a Crimes Previdenciários (GRPREV) juntamente com a Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária (COINP).

O alvo da operação é a desarticulação de uma organização criminosa que vinha praticando fraudes contra o INSS da cidade. Dois bachareis de direito – sem OAB – e uma clínica médica tiveram mandados de busca expedidos pela justiça.

A fraude é oriunda de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal, de 2013,  que visava impor maior celeridade na prestação de serviços do órgão público. Com ela, era dispensada a perícia médica e aceito atestados de médicos particulares com objetivo de acelerar o pagamento do benefício auxílio-doença para quem precisava.

São investigadas12 pessoas suspeitas de participar do esquema que contava com o fornecimento de atestados médicos ideologicamente falsos – documentos verdadeiros com informações falsas – para a obtenção de benefícios de auxílio-doença por incapacidade automaticamente, conforme a decisão proferida na ação movida pelo MPF.

Segundo informação da PF, só em Londrina, foram pagos mais de 400 benefícios irregularmente. Nem todos os beneficiários participavam do golpe e foram enganados. O esquema funcionava da seguinte maneira: as pessoas procuravam os advogados para garantir o benefício rapidamente, os bachareis encaminhavam para o médico e, simultaneamente, faziam agendamento falso em massa no INSS, para complicar o atendimento, ou se soubessem de mutirão de peritos, levavam os clientes para outras cidades, como Cambé e Cornélio Procópio.

Primeiras denúncias são de 2017 mas a fraude pode ter começado um ano antes. Só em Londrina, até o momento, a PF identificou um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 1 milhão mas pode chegar a R$ 5 milhões. Agora a PF vai relatar ao INSS e Advocacia Geral da União (AGU) para recuperação desse dinheiro. Além disso, a força-tarefa vai continuar as investigações no resto do País. Os bachereis em direito e o médico foram indiciados por formação de organização criminosa, estelionato e uso de documentos falsos. Não houve prisões.

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