A volta à infância com Dumbo

A nostalgia invade os cinemas em grande estilo. Estou falando de Dumbo, a mais nova animação da Disney a entrar na lista das refilmagens com atores em carne e osso. E com os bilhões de dólares que este filão tem feito, a moda não tem hora para terminar, vide Aladdin, O Rei Leão, Malévola 2 e Mulan, todos previstos para estrear em breve.

Quem comanda o espetáculo é Tim Burton, uma das mentes mais criativas de Hollywood e responsável pelo sucesso estrondoso de Alice no País das Maravilhas, quase dez anos atrás. E a escolha foi certeira, tamanha a magia e excentricidade que foi impressa em cada cena do filme.

Aqui, a grande estrela do filme é, sem dúvidas, o avanço tecnológico, com efeitos digitais ainda mais incríveis que o presenciado em Mogli, também outra animação dos estúdios do Mickey a ganhar um tratamento Live-Action recentemente.

Outro desafio do diretor foi esticar um desenho de apenas 60 minutos em um filme de duas horas. Talvez aqui resida o maior problema do filme: o elefante voador deixou de ser o protagonista e passou a ser um mero coadjuvante de luxo para uma história que precisou criar novos dramas e dilemas, nem todos interessantes ou importantes para o enredo principal, principalmente pela falta de carisma de seu elenco.

Mas o clímax cumpre bem seu papel em reforçar para as novas gerações que existe esperança no mundo e que sim, é permitido ser diferente e feliz. Aliado à nostalgia, prepare-se para chorar e se emocionar.

foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

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