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Meus encontros com as sincronicidades

Por André Luiz Lima

Na arte dos encontros, acreditamos que nada acontece por acaso. Inicio este diálogo para que você perceba como acredito que as coisas se desdobram sincronicamente, evidenciando a inteligência intrínseca do movimento da vida, que nos traz exatamente o que necessitamos. Quando buscamos crescer, a vida começa a nos auxiliar, trazendo ferramentas necessárias. Afinal, a vida trama a nosso favor, e a natureza segue rigorosamente as leis da vida.

Ao buscar sinais e sincronicidades, mergulhei na trama da existência. Este relato é uma reflexão sobre um encontro que se revelou uma pausa significativa, um convite para decifrar os indícios sussurrados pela vida. Tudo começou com uma palestra minha, em um evento para empreendedores, onde explorei a arte como ferramenta para superar desafios. Na plateia, conectei-me a um casal especial que, meses depois, me procurou desafiando-me a ajudá-los a repensar suas perspectivas diante de desafios únicos.

Nesse ponto, a arte revelou sua magia e intuição, sugerindo uma jornada pelo Equador como catalisador para transformações. Propus sair da zona de conforto, explorar terras desconhecidas e apresentar situações inéditas, um convite para escolhas mais saudáveis. Desenvolvi um roteiro com cuidado e sensibilidade a partir dos encontros e compartilho agora apenas alguns momentos e pensamentos transformadores dessa imensa experiência que pode estar dentro de algumas sincronicidades que você necessita ao ler esse relato. Vamos aos encontros.

Em meio aos majestosos Andes, minha jornada desdobrou-se como um capítulo de descobertas, onde a “cura” entrelaçou-se em cada experiência. Como já possuía amplo conhecimento sobre o Equador e muitos amigos na região, a busca por cura permeou meu planejamento para contribuir com a jornada do casal, utilizando o Equador como símbolo de resiliência, onde raízes se aprofundam na terra da autodescoberta. A magia desse encontro ganhou vida nas águas curativas e na natureza exuberante equatoriana, onde cada interação foi um bálsamo para feridas antigas, metaforicamente representadas pela renovação.

Encontros e sincronicidades

Os encontros, como mensagens cifradas, revelaram-se símbolos de esperança, desvendando perspectivas antes desconhecidas. Ao sair da zona de conforto, compreendi que a verdadeira cura está na aceitação das diferenças e na abertura para novas possibilidades, uma expansão da alma. O Equador, com sua cultura sábia e diversidade, transcende a noção de destino, tornando-se uma representação vibrante onde cores e sabores se entrelaçam como ingredientes mágicos. Cada local escolhido para os encontros como Quito, Otavalo, Sierra Alisos e Papallacta, foi uma experiência única de renascimento humano, visual e autodescoberta.

O encontro com um Xamã, com mensagens codificadas, trouxe a metáfora viva da necessidade de mudança e da importância de aprender a receber. Na histórica fazenda Pinsaqui, perto de Otavalo, o encontro com a culinária equatoriana tornou-se mais que gastronomia; foi uma metáfora dos sabores que a vida oferece quando nos permitimos explorar.

O maravilhoso encontro em Sierra Alisos com a abordagem da família Guarderas ao Alzheimer foi uma metáfora de aceitação e amor, onde a cura ocorre pela magia e arte. As Termas de Papallacta proporcionaram um mergulho profundo na metáfora da aceitação e na celebração dos prazeres da vida. Explorar o Equador transformou cada local em uma imagem da vastidão de escolhas que a vida oferece. O Centro do Mundo transcende a geografia, tornando-se uma comparação de nossa capacidade de encontrar equilíbrio e significado em nossas jornadas individuais.

Estes poucos, porém significativos relatos desses encontros desde a minha palestra até eles chegarem até mim e, depois, todos os encontros entrelaçados, levaram todos os envolvidos a uma mensagem, uma conexão, uma peça que faltava no quebra-cabeça, pois todos estamos conectados. Essas conexões que a vida cria na sincronicidade, servem como um lembrete para estarmos atentos ao fato de que a vida está colocando coisas em nossas mãos que são reflexos, mas que muitas vezes não conseguimos enxergar.

Estamos cegos para a sincronicidade da vida e acabamos sofrendo novamente pelas mesmas questões. Aceitar e aprender com a vida é crucial. Podemos trabalhar a favor do nosso crescimento, pois ela conspira para isso. Ao nos despedirmos do Equador, percebemos que estávamos surdos há muito tempo, e a vida estava nos sacolejando. Assim, em nossa bagagem pessoal, não continha apenas lembranças físicas; trazia uma metáfora viva da cura que ocorre ao permitir-se ser transformado pela magia dos encontros e pela riqueza das experiências.

A vida é inteligente para quem tem olhos para ver e o coração para sentir.

Viva a Vida!

André Luiz Lima

Londrinense, ator, diretor, professor, palestrante e produtor cultural. Siga os Instagrans de André@allconnecting @aondevaiandre

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

Fotos: Acervo Pessoal

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4 Comentários

  1. Maravilhoso este encontro, suas descrição me fez sentir parte do roteiro. Parabens vc nos faz viajar ❤️

  2. Mais uma vez senti o prazer de vivenciar o teu “encontro”,e não só, desta vez fiquei encantada pela beleza da tua “poesia”!! Paola Luna

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