X-Men: Fênix Negra

Depois de tantas idas e vindas, do passado ao futuro, é fácil se perder na linha do tempo nos filmes da franquia X-Men. Por isso optei por começar o texto com esta sinopse.

Estamos no ano de 1992. Os X-Men são considerados heróis nacionais e o professor Charles Xavier (James McAvoy) tem contato direto com o presidente dos Estados Unidos. Uma missão espacial enfrenta problemas e o governo convoca os X-Men para ajudá-lo. Quem lidera a equipe é Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult), Tempestade (Alexandra Shipp), Mercúrio (Evan Peters), Jean Grey (Sophie Turner), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Ciclope (Tye Sheridan). Ao tentar resgatar o comandante da missão, Jean Grey fica presa no ônibus espacial e é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Então, algo estranho começa a acontecer.

O público e a crítica não receberam muito bem o filme, mas temos que considerar que X-Men: Fênix Negra é um produto de entressafra. Temos entre o último filme da série e este, vários acontecimentos e reviravoltas entre poderosos distribuidores hollywoodianos.

O roteirista e diretor Simon Kinberg que ajudou na produção de Logan (o filme de Wolverine que quebrou paradigmas na linguagem do gênero super-heróis, fazendo um filme mais dramático, tenso, adulto), traz um pouco, mas apenas um pouco, desse clima para este novo X-Men. O filme é um blockbuster que tenta ser mais pensado, das escolhas de close-up às ambientações soturnas, e acaba se perdendo em sua estrutura dramática. No desenrolar da trama, os personagens mudam de ideia tão rapidamente quanto trocam de roupas.

O filme é um bom entretenimento com muitas boas cenas. O problema é que ele se propõe a ser o encerramento do ciclo de filmes dos X-Men iniciado em 2000, e neste ponto torna-se insuficiente, insatisfatório. Não se preocupe se, ao final do filme, você se sentir confuso e sem explicação para vários acontecimentos, o problema não é você.

Foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

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