Tia Telma Responde – Tenho vários fetiches e não consigo manter um relacionamento sério

“Tenho 40 anos e, ao longo da minha vida, tive várias parceiras mas nenhum relacionamento sério porque elas se assustam com meus fetiches. Gosto muito de sadomasoquismo e dominação, porém nada suave como a maioria das mulheres espera depois do filme 50 Tons de Cinza. Gostaria de encontrar uma parceira fixa, para sermos um casal e desfrutar de bons momentos. Será que alguma vai me aceitar, algum dia?”

O leitor não especificou que tipo de sadomasoquismo e dominação ele prefere participar mas, como citou que não é suave como o 50 Tons de Cinza, que levou muita gente a experimentar um sadô soft, imagino que deve ser aquele tipo pesado, que arranca sangue e gemidos de dor. Dele ou dela, essa é questão. Para esse tipo, sinceramente, é mais difícil de encontrar parceiros mas não impossível.

O sadomasoquismo é a junção de duas práticas sexuais: sadismo (ter prazer sexual em infligir dor, sofrimento e humilhação ao parceiro) e masoquismo (sentir prazer sexual ao receber dor, sofrimento e humilhação). O sadomasoquismo ou S&M ou, ainda, sadomaso é uma junção das duas, ou seja, ambos gostam de variar nas duas práticas, sentir e oferecer dor.

As práticas de BDSM (bondage, dominação, submissão, sadismo e masoquismo) não são normalmente consideradas parafilias porque envolvem consentimento de todos praticantes. A menos que o parceiro não consinta, o que pode ser considerado tortura e estupro. O novo filme da Netflix, 365 DNI é um filme exemplo de abuso sexual mascarado como romance, porque a protagonista nunca consentiu em estar ali, participando das coisas. No filme, ela foi raptada por causa da obsessão do protagonista. Assim sendo, os dois precisariam tratamentos com especialistas, psicólogos e psiquiatras.

No caso do leitor, sugiro que nunca tente forçar nada com uma parceira. Explique didaticamente o que gosta ou não gosta e deixe ela decidir se quer participar ou não. Você pode gostar de chicoteado até tirar sangue, porém isso pode traumatizar a moça. A alternativa é buscar grupos de BDSM – existem vários espalhados pela internet – para conhecer parceiras à altura de seus gostos. Pesquisas na internet pode levar a encontrar a cara-metade, quem sabe?

Mande suas dúvidas e sugestões para telma@olondrinense.com.br

Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.

Foto: 50 Tons de Cinza/Divulgação

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