Tia Telma Responde – Sou louca por fisting. Sou normal?

“Fico louca de tesão quando meu parceiro pratica fisting comigo. Mas ele reclama de ter que fazer toda vez que vamos transar. Porém, é só assim que tenho os melhores orgasmos. Devo procurar ajuda?”

Tudo que é demais faz mal, já dizia minha avó. Outro ditado já diz que enjoa. Esse parece ser o caso do seu parceiro. Se toda vez que vocês transam, ele precisa fazer fisting em você, talvez tenha enjoado.

Fisting vem da palavra “Fist” que, em inglês significa “punho”. Sim, é isso mesmo que você pensou: refere-se à penetração vaginal ou anal com a mão, enfiando tudo até o punho. Ou seja, enfia-se até o talo. Dizem, mas eu não posso opinar, que realmente leva a um orgasmo muito intenso, desses de deixar as pernas bambas. Hum.

Diferente da penetração do pênis na vagina, onde o movimento de vai-e-vem e a fricção provoca o prazer, no fisting o prazer está na permanência da mão no local, ampliado pelo movimento de rotação. Segundo as fontes que consultei, não pode ser substituído por um vibrador ou dildo tamanho extra-mega-power-gigante. Não é o tamanho em si que provoca o orgasmo.

O fisting é uma das poucas práticas que as pessoas não gostam de confessar. Em todos meus anos como ouvinte/confidente de amigos, namorados, parceiros, só um me falou que a mulher dele gostava. Ele achava estranho – e tinha sensação que ia machucá-la – mas não se furtava em dar prazer à esposa. Aliás, quando ele falou, eu nem sabia que existia essa técnica. Fui pesquisar depois, curiosa que sou.

Esse tabu de falar da técnica tem relação com o choque de imaginar um punho fechado entrando na sua vagina ou ânus. Eu, pelo menos, me arrepiei quando vi a cena em um site pornô. Credo, deve machucar muito, pensei. Mas se lembrarmos que a vagina tem elasticidade suficiente para passar um bebê por ali, a coisa fica menos assustadora. Não que isso seja argumento suficiente para eu praticar. HO! Ah, e é bom lembrar, a elasticidade da vagina faz ela voltar ao tamanho normal depois. A mulher não vai ficar “arrombada”. E existem técnicas de exercícios vaginais para fortalecer o canal, que é um músculo como outro qualquer.

O mesmo não posso dizer sobre o koo, que não tem toda essa elasticidade e não foi preparado pela natureza para ter um punho todo lá dentro. Segundo os vídeos pornôs que vi, alguns homens gostam e conseguem também. Mas não consegui informações sobre o “depois”. Então, nesse quesito, só posso imaginar as consequências.

Uma variação do fisting é chamado de “biga”, quando o parceiro enfiar uma mão em cada orifício. O nome vem de como os romanos conduziam as “bigas”, ou carros de corrida da época. Deu para imaginar, né? Há inclusive uma variação com o pé, chamado de feetfuck., socorro!

Aliás, a técnica só deve ser aplicada por alguém que a pessoa confie muito. Primeiro porque deixa a mulher/homem em vulnerabilidade e é preciso que a pessoa esteja totalmente relaxada. Segundo, porque não dá para chegar e enfiar a mão. É extremamente necessária toda uma preparação, muitos carinhos, estimulação na região e claro, muito, mas muito mesmo, lubrificante. Também é preciso fazer uma boa higienização da vagina, ânus e mãos antes. O uso de luvas de látex é recomendado. Unhas curtas, não esqueça.

No caso da leitora, talvez seja bom dar um tempo na prática e descobrir outras técnicas para agradar o parceiro também. Afinal, sexo é uma troca, dar e receber prazer. Se só um fica satisfeito, não há troca. Equivale a uma masturbação.

Mande suas dúvidas para telma@olondrinense.com.br

Foto: Pixabay

Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.

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