Tia Telma Responde – “Quero fazer sexo anal mas tenho medo de doer”

“Meu namorado me cobra sexo anal, tentamos uma vez mas não completamos porque doeu muito e eu nunca mais quis fazer. Existe maneiras de fazer sem doer?”

Primeiro de tudo, não é porque o cara insiste em algo que você precisa fazer. É preciso respeitar o próprio corpo. Só faça se você tiver vontade de experimentar. Tirando isso, saiba que o sexo anal bem feito pode ser muito prazeroso. Algumas mulheres alcançam o orgasmo pelo ânus. Para os homens, então, é extremamente prazeroso porque estimula a próstata, a glândula que é o “Ponto G” masculino.

Em segundo lugar, se doeu muito é porque o cara não sabe, com o perdão da palavra, “comer um koo”. Aliás, a maioria não sabe. Acreditam que é só passar um pouco de saliva lá que é suficiente para entrar fácil. Não é. O koo é muito mais seco que a vagina e precisa estar muuuuuito bem lubrificado. Não caia na mentira dos vídeos pornôs, em que o cara cospe no local e já se enfia de boa. Boa parte das atrizes também sofrem com isso, mas estão sendo pagas para fingir prazer. Aquelas caras e gemidos não são de quem está adorando, não.

Então vou dar algumas dicas que podem melhorar a experiência e, quem sabe, ajudar a ter prazer com o sexo anal. Serve também para que os rapazes aprendam a fazer direito, se querem que suas namoradas participem.

Antes de tudo é preciso uma boa higienização no local. “Fazer a chuca”, como dizem na gíria LGBT+. Ou simplesmente lavagem intestinal. Isso é imprescindível para não ter surpresas desagradáveis na Hora H. “Cagar no pau” não é só uma expressão usada para dizer que alguém vacilou.

Se conseguir evacuar antes do ato e depois lavar bem a parte externa é suficiente. Se não, há técnicas como o uso do chuveirinho (faça sempre perto de um vaso sanitário), que deve ser inserido no local para que a água limpe tudo por lá. Deve ser feito até a água sair transparente. Há também produtos próprios para enema que se compram em farmácias. Até o velho supositório de vaselina está valendo. Terminada essa fase, lave bem o local com água e sabão.

Com tudo limpo, é preciso lembrar da lubrificação. O ideal é ter um lubrificante gel à base de água à mão. Eles são especialmente formulados e não prejudicam a saúde. Óleos minerais não são recomendados. No desespero, azeite de oliva ou óleo de amêndoas podem ser utilizados. Não aceite fazer sem isso, mesmo que o cara garanta que não vai doer. Vai sim e pode até machucar e muito o local. Sexo anal mal feito é uma das causas de hemorroidas, para quem já tem predisposição. Lembre-se que o koo é muito vascularizado, repleto de terminações nervosas.

Com tudo pronto, saiba que a primeira reação do ânus ao receber um objeto ou o pênis do parceiro é se contrair. Por isso, é preciso haver uma boa estimulação no local com carícias e massagens, sem pressa. Comer koo é uma arte e o parceiro tem que ter calma e paciência. Depois das carícias, pode começar introduzindo de leve um dedo, depois outro até “acostumar”. Aproveite para fazer a lubrificação nesse momento. Besunte bem.

Algumas posições ajudam na penetração. De ladinho tipo conchinha e de quatro são as melhores. Mas avise seu parceiro: ele tem que ir devagar e com carinho, respeitando seu corpo e o momento. Nada de enfiar até o talo de uma só vez, principalmente na primeira vez. A introdução do pênis deve ser gradual, centímetro por centímetro. Entra um pouquinho, para, espera, entra mais um pouquinho. E assim vai.

Depois de tudo isso, só falta mais uma coisa: a camisinha. Nunca faça sexo sem ela. Muito menos sexo anal sem camisinha. E ela deve ser trocada se forem mudar de orifício, do koo para a vagina, para não levar bactérias de um para a outra.

Mande suas perguntas e comentários para telma@olondrinense.com.br

Foto: Pixabay

Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.

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