Tia Telma Responde – “Meu marido é complexado por ter pênis pequeno. Como ajudá-lo?”

“Meu marido acredita que tem o pênis muito pequeno e que eu não reclamo mas que não me sinto satisfeita. Para mim, o pênis dele é normal e tem um boa grossura, o que me satisfaz, mas ele não acredita. Nós só fazemos amor de luzes apagadas e ele não me deixa vê-lo nu e nem tocá-lo. Isso está piorando e atrapalhando nosso casamento. Como posso ajudar?”

Enfim chegamos a uma temática recorrente nas perguntas que recebo: o tal do pinto pequeno. Gente, como homem é besta! Se preocupa como o tamanho do “amigo”, sofre, se desespera por não ter um pênis de 25 centímetros. Eles se empolgam com os filmes pornôs -com os atores escolhidos a dedo pelo tamanho e não pela habilidade em dar prazer à mulher – que não se tocam que é mais importante saber usar do que ser gigante. Só um lembrete importante, meninos: ter pênis grande não é igual a ser o fodão na cama. Se não souber usar, o grandão apenas machuca e incomoda. A maioria dos caras com pênis grande não se esforça em dar prazer à companheira, acha que só o tamanho é suficiente. Não, não é. Geralmente, os pintudos são fode-mal.

No caso dessa amiga, eu acredito que a preocupação do marido já passou para o nível de patologia e aconselhei-a a estimulá-lo a buscar ajuda profissional, de psicólogos e médicos. Embora os homens sejam todos invocados com o tamanho, quando isso se torna uma preocupação excessiva, que atrapalha a vida, pode ser uma doença chamada dismorfofobia.

O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) ou dismorfofobia é um problema muito comum hoje em dia e é uma patologia que está ligada à preocupação excessiva com um defeito corporal mínimo ou inexistente. O TDC leva a pessoa a sentir mal estar físico e até à desintegração social, profissional, emocional ou em qualquer outra área porque se sente muito infeliz com seu “defeito”. A doença foi descrita pela primeira vez pelo médico italiano Enrico Morselli, em 1886.

Assim, um homem com pênis de tamanho normal – que, para o brasileiro, fica na média de 13 a 17 centímetros ereto – se preocupar excessivamente, de forma que o prejudique de alguma maneira, é sintoma de algo mais grave e precisa ser acompanhado.

Claro, há casos de micro pênis, aqueles que não chegam à 9 cm eretos em algumas classificações internacionais. Nesses casos, o micro pênis não é uma doença, por si só, mas pode ser um sinal de uma síndrome genética, em especial as que comprometem a produção ou recepção do hormônio masculino, a testosterona. Em muitos desses casos, além de tratamentos hormonais, há também a possibilidade de cirurgia de aumento peniano.

Quem tiver interesse em saber mais sobre o assunto, o cirurgião vascular londrinense Márcio Dantas de Menezes escreveu um livro sobre a questão do tamanho do pênis. Chama-se “O Pênis Social” e pode ser baixado gratuitamente no seu site.

Foto: Pixabay

Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.

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