Tia Telma Responde – Adoraria ser amarrada na hora do sexo mas tenho vergonha de pedir

“Tenho fantasias onde sou amarrada e imobilizada na hora do sexo mas fico com vergonha de pedir para meu parceiro realizar. Namoramos há pouco tempo e não quero assusta-lo”

Mania que esse povo tem de achar que externar uma fantasia pode assustar o parceiro. Aposto que se você falar que gostaria de ser amarrada e ficar à mercê dele, para fazer o que quiser, ele vai adorar. Fantasias são para serem realizadas, meu bem.

A amarração, também conhecida como bondage faz parte dos grupo BDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo). Ou seja, aquele grupo (grande) de pessoas que curtem dor e humilhação. Em graus variados, claro. Há gente que gosta de uns tapas mais fortes e há quem gosta de ver sangue escorrer.

Na bondage, a submissão total é o estímulo erótico para muita gente.
Cada técnica de bondagem – sim, tem vários estilos – exige uma contenção diferente. As mais suaves, usam bandagens e algemas. Ficar amarrada por horas com cordas ou bandagens (que machucam menos que as cordas) ou até com algemas especiais para pés, pulsos e pescoço, em posições incômodas e vulneráveis, pode ser altamente prazeroso para quem gosta de um certo grau de dor.

As com cordas é a técnica mais hard e foi incorporada há poucos anos pelos praticantes de BDSM. É chamada de shibari, derivada do hojojutsu, método usado por samurais, no período Edo, para restringir criminosos. A shibari usa cordas de seis a oito metros cada, feita com fibras naturais, principalmente juta. Também é preciso ter técnicas para amarração e dar nós fortes, para imobilizar totalmente a pessoa, na posição que quiserem. O shibari é a melhor para quem quer ser amarrado e pendurado.

Logicamente, como toda prática de BDSM, é preciso estabelecer limites. Antes de se aventurarem pela prática, combinem direitinho até onde o outro pode ir. Legal ter uma senha, uma palavra, que o submisso deve dizer se alcançou seu limite de dor, para que o outro pare o que estiver fazendo. Não confie apenas nos gritos de dor, porque o parceiro pode confundir com prazer. Por isso, é preciso ter muita confiança que o parceiro vai ouvir e respeitar a senha. E manter sempre ao alcance da mão uma tesoura romba poderosa para cortar a corda se der merda.

No mais, se divirtam.

Foto: Visual Hunt

Telma Elorza

Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.

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