Seu dia a dia: Tenho dívidas, como saio dessa?

Em algum momento das nossas vidas passamos por dificuldade financeiras devido a diversas situações, que vão da perda de um emprego – pessoal ou alguém da família- , imprevistos com saúde e mudanças de cidade e, talvez, pela absoluta falta de controle e gestão.

Para os imprevistos temos um aliado muito grande que oferecem facilidades de empréstimos e compras que são os cartões de crédito. Ao menos uma vez por mês, algum agente representando uma instituição financeira liga oferecendo uma novo cartão ou nova linha de crédito e etc. E falando de cartão, em assunto anterior abordei obre os cuidados com o cartão de crédito e contei a minha experiência como foi clonado e, após toda a narrativa, enfim chegou um novo em uma semana após o bloqueio. Agora volto a utilizá-lo com mais cuidado. Mas, continuando o assunto, leia essas perguntas e responda – sim ou não.

Tem mais de um cartão de crédito?

Nas compras, sempre costuma pagar com cartão de crédito?

Já precisou utilizar o cheque especial?

Prefere sempre pagar a prazo?

Se a resposta acima é um SIM para quase todas as indagações, isso é sinal que é necessário repensar em mudar alguns hábitos na forma de compra para um modelo de consumo mais consciente. Não quero dizer que o uso do cartão é impropriado. Ele é prático e tem sua utilidade, principalmente devido aos benefícios oferecidos pelos programas, mas me refiro ao uso com parcimônia.

Atualmente o cartão de crédito cobra uma taxa de média uma taxa de 10% ao mês (na verdade até mais que isso), ou seja, 213,84% ao ano. É o mesmo que dizer que se você fez uma compra de R$ 100,00 e não pagou, no primeiro mês a dívida é de R$ 110,00 (se não pagar durante 12 meses a dívida ficará em R$ 313,84). Um estudante me consultou: Professor tenho dívida no cartão de crédito, pois pago somente o mínimo. O que devo fazer?

Brinquei dando algumas alternativas:
a) Deve ir ao banco e faz um crédito pessoal
b) Deve usar o limite do cheque especial
c) Deve continuar a pagar o mínimo do cartão
d) Deve alienar o carro (refinanciar)

Quem pensou nas alternativas A e B, não seria as melhores opções, pois ao fazer uma nova dívida – tanto o crédito direto ao consumidor (CDC) e o cheque especial também vai oscilar entre 2 a 3% ao mês (dependerá do banco). Já, a alternativa C ao continuar pagando o mínimo, a taxa é a mais alta de todas (10%).

A melhor opção (naturalmente há outras) seria a alternativa D, fazendo refinanciamento do próprio veículo, isso mesmo, é possível. As taxas para automóveis novos pode chegar a 1% e para os usados até 1,5% (simulação realizada em um instituição financeira e que variará também de banco para banco).


Assim, considerando cada situação, externo algumas dicas que podem ser úteis nessa nova forma de planejamento financeiro:

Crie uma planilha – escreva as receitas e os gastos – mesmo que seja um caderno de anotações.

Na planilha ou caderno, separe o que são gastos fixos (aquelas que ocorre mensalmente), variáveis (aquelas que mensalmente ocorre mas podem ser reduzida) e as extras (despesas extraordinárias que devemos estar preparados para emergências).

O que sobrar, se possível, procure poupar em algum tipo de aplicação.

Muita atenção para a compra por impulso.

Outra sugestão: sempre procure negociar as tarifas da conta corrente e evite ao máximo o uso do cheque especial.
Fica aí a dica e boa semana….

Foto: Pixabay

Cláudio Chiusoli

Economista formado pela UEL, pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (FEA/USP), mestre em administração pela Universidade Norte do Parana, aperfeiçoamento em gestão na Drexel University – Pensilvânia, Estados Unidos; e com pós-graduação em maçonologia: história e filosofia, estatística, comportamento organizacional e marketing. Autor dos livros: Sistema de Informação de Marketing (SIM): Ferramenta de Apoio com Aplicações à Gestão Empresarial – Editora Altas (2010); Estudos em Administração com Enfoque em Pesquisas Quantitativas, Editora Apprehendere (2018); Cidades e Informações inteligentes para os cidadãos, Editora Appris (2019). Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com

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