Star Wars: A ascensão Skywalker e o fim da saga

Chega ao final a saga da maior e mais famosa franquia da história, Star Wars, em seu nono episódio. Com personagens novos e já conhecidos e dirigido pelo tecnicamente impecável J. J. Abrams (Missão Impossível – 2018, 2015, 2011, 2006), a película mostra nas telas tudo o que os fãs querem ver.

E neste “tudo que os fãs querem ver” estão os pontos mais positivos e mais negativos do filme. As cenas de ação são incríveis, o ritmo da narrativa visual é intenso e o elenco é de peso. O que faltou mostrar é o que os fãs não querem ver, o filme é perfeitinho no sentido mais careta possível, tentando agradar às últimas consequências seus fãs, que desta forma se tornam consumidores.

Com roteiro péssimo de Abrams e Chris Terrio (Liga da Justiça – 2017), se tirarmos as cenas de ação, o filme se torna totalmente infantil: Ressuscita personagens sem pudores, embaralha roteiros anteriores na procura de um desfecho fantástico, sem encontrar. Enquanto o ritmo visual do filme é frenético, o ritmo do roteiro lembra The Walking Dead. Em resumo, para evitar spoilers, a trama anula roteiros anteriores, simplifica toda a saga, transformando-a em pedaço do universo infanto-juvenil Disney, ou Marvel, como preferir.

Diferentemente de Rian Johnson (Os últimos Jedi) que tem uma veia artística forte e criativa, J. J. Abrams mostra o lugar comum, o facilmente aceitável, a voz corporativa do mercado transformando arte em produto, fazendo quase uma refilmagem com pedaços de tudo o que já vimos nestas quatro décadas da saga.

Mas, afinal, o fandom da saga quer confortavelmente somente o mais do mesmo, e é preciso agradá-los ($$$). Mesmo assim, para fãs e não fãs, o filme vale muito à pena: tecnicamente impecável e boas interpretações.

Foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

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