Seu dia a dia: porque a redução da Selic é boa para você

Comentei em artigo anterior a respeito da taxa Selic, sua definição e importância no dia a dia dos cidadãos e das empresas. Lembrando que a taxa SELIC é o acrônimo de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é considerada uma ferramenta indispensável de política monetária do Banco Central no controle da inflação.

A novidade da semana passada, dia 31/7, é que o COPOM (comitê de política monetária) reduziu de 6,5% para 6% ao ano. Já é o 13o. corte na Selic desde quando a taxa atingiu o pico de 14,25% ao ano (entre julho de 2015 e outubro de 2016).

Os efeitos após a queda da taxa Selic na economia é muito favorável tornando os empréstimos e financiamentos mais acessíveis e como consequência propiciando o consumo.

Em termos práticos, quanto menor a taxa SELIC e a inflação controlada, mais segurança para comprar no longo prazo, como um carro do sonhos ou um imóvel próprio. Isso é positivo, a economia cresce, cria emprego e renda.

Mas às vezes, na correria do dia, pouca atenção damos a esse assunto, por isso reitero que é motivo de comemoração. Enumero alguns deles para sermos otimistas:

  • porque as empresas vão captar dinheiro mais barato;
  • porque as empresas vão fazer novos investimentos;
  • porque as famílias podem renegociar suas dívidas com juros mais baixos ou procurar por portabilidade das taxas;
  • porque o cidadão pode planejar novos investimentos e financiamentos pessoais;
  • porque permite adquirir o produto desejado a juros menores.

O otimismo continua, pois a partir de um maior consumo e investimento, mais contratação de colaboradores que também serão novos consumidores no mercado.

É o conhecido ciclo virtuoso, a tríade – consumo – produção – emprego. Famosa pela explicação do economista Keynes (versão simplista da teoria Keynesiana), onde o consumo implica em maior produção por parte as empresas, que precisam de mais pessoas para trabalhar, contratando-os e assim com o aumento do emprego cresce a massa de salário, mais dinheiro circulando, mais consumo.

Do ponto de vista das aplicações financeiras, talvez o impacto não tão favorável, se é que podemos pensar assim, é para quem tem rendimentos na renda fixa, como poupança, CDB, CDI. Os juros menores significa taxas menores, já que são atrelados à taxa Selic.

Por outro lado, isso implica na busca de outras alternativas de investimentos como renda variável (a exemplo das bolsas de valores – já passamos dos 100 mil pontos – tema que oportunamente escreverei) e até mesmo pensando em novos empreendimentos pessoais.

Isso aí, deixo mais uma leitura de um assunto da economia do nosso dia a dia. Uma ótima semana.

Foto: Pixabay

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade do Centro Oeste /PR, economista formado pela UEL, pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (FEA/USP), mestre em administração pela Universidade Norte do Parana, aperfeiçoamento em gestão na Drexel University – Pensilvânia, Estados Unidos; e com pós-graduação em maçonologia: história e filosofia, estatística, comportamento organizacional e marketing. Autor dos livros: Sistema de Informação de Marketing (SIM): Ferramenta de Apoio com Aplicações à Gestão Empresarial – Editora Altas (2010); Estudos em Administração com Enfoque em Pesquisas Quantitativas, Editora Apprehendere (2018); Cidades e Informações inteligentes para os cidadãos, Editora Appris (2019). Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com

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