Seu dia a dia: O que é a Taxa Selic e como ela afeta nosso cotidiano

Vamos comentar novamente sobre taxas de juros, para tentar desmistificar que o assunto não é apenas para economistas. É um tema recorrente do nosso dia a dia. Saberia dizer qual o significado do acrônimo SELIC? Já deve ter ouvido falar: trata-se do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Bom, não dá para entender muita coisa, mas não tem problema, o importante é enxergar o quanto a SELIC impacta nosso bolso, considerando situações como consumo e empréstimos na perspectiva de juros mais acessíveis.

De acordo com o BACEN (Banco Central), a SELIC é um dos instrumentos de política monetária na condução de controle da quantidade de dinheiro que circula na economia brasileira para controlar a inflação. Assim, a Selic é a taxa básica de juros da economia, que influencia todas as taxas de juros do país, como as dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.

A taxa atual editada pelo BACEN é estabelecida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária), mediante uma equipe que se reúne a cada 45 dias, para decidir os rumos da taxa básica de juros do próximo período. Hoje está em 6,5% ao ano e o comitê decidiu manter pela décima vez consecutiva (desde junho de 2018), sendo a menor taxa desde sua criação, em junho de 1996. Como curiosidade a maior taxa Selic que o Brasil já teve foi de 45%, no período compreendido entre 05/03/1999 e 24/03/1999.

Quais os efeitos das mudanças na Selic na economia? É da seguinte forma: quando o BACEN eleva a taxa, os juros cobrados nos empréstimos e financiamentos aumentam, que acaba desestimulando o consumo e, de certa forma, favorece a queda da inflação (queda dos preços). Por outro lado, uma baixa da SELIC faz com o dinheiro fique mais barato e isso favorece o consumo. Mas tem um viés, a possibilidade da alta da inflação (aumento dos preços) por conta do aquecimento da demanda, pois o governo tem um centro de metas para controle da inflação anual na casa do 4% para 2019. Imagina o seguinte, se a inflação passar desse centro de metas, o impacto é imediato no aumento nos custos com plano de saúde, na educação do filhos, no aluguel e no próprio consumo ao financiar algum produto.

Então em termos práticos, quanto menor a taxa SELIC e a inflação ficar no controle da meta, mais segurança para compras no longo prazo, como um carro dos sonhos ou imóvel próprio. Isso é muito bom e positivo, pois a economia cresce, gera emprego e renda. No entanto, como a economia vive de oscilações, é necessário ter algumas cautelas, principalmente quando se observa o cenário político que atrapalha e gera incertezas junto aos empresários.

De qualquer modo o mais importante é estar informado e conhecer essa expressão, pois mesmo distante da realidade e expressões econômicas, é bom conhecer as influencias nas nossas rotinas do dia a dia. Fica a dica… boa semana.

Foto: Pixabay

Cláudio Chiusoli

Economista formado pela UEL, pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (FEA/USP), mestre em administração pela Universidade Norte do Parana, aperfeiçoamento em gestão na Drexel University – Pensilvânia, Estados Unidos; e com pós-graduação em maçonologia: história e filosofia, estatística, comportamento organizacional e marketing. Autor dos livros: Sistema de Informação de Marketing (SIM): Ferramenta de Apoio com Aplicações à Gestão Empresarial – Editora Altas (2010); Estudos em Administração com Enfoque em Pesquisas Quantitativas, Editora Apprehendere (2018); Cidades e Informações inteligentes para os cidadãos, Editora Appris (2019). Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com

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