Seu dia a dia – Em momento de crise, onde investir as reservas de emergência

Recebi uma ótima sugestão para comentar onde investir na situação atual, com a seguinte indagação: “Onde investir o dinheiro da reserva de emergência neste cenário de juros baixíssimos?”

A palavra emergência me fez lembrar uma passagem. Certa vez, ao terminar uma aula, a respeito do mercado financeiro, uma aluna chegou até a mim e pediu minha opinião. “Professor voltei recentemente do Japão, devo comprar ações?” E devolvi a pergunta a ela: “Esse dinheiro vai utilizar nos próximos 12 meses?” De imediato ela respondeu que sim, estava construindo uma casa. Não hesitei em recomendar que não comprasse ações e aplicasse essa reserva em um investimento seguro e tradicional, no caso, na época, a poupança. Segue meus comentários.

Importante é conhecer o perfil como investidor (abordo esse tema nesta coluna: se o perfil é conservador (busca segurança e diversificação); se o perfil é moderado (aprecia a segurança, mas tem tolerância a riscos de longo prazo)ou se é arrojado (entende que as perdas a curto prazo são breves e pensa no longo prazo).

Naturalmente, cada perfil, de certa maneira está associado com a habilidade e conhecimento sobre o mercado financeiro. Na medida que isso ocorre, aumenta a segurança na tomada de decisão.

Tratando-se especificamente da pergunta, entendo que a reserva de emergência é um valor que a qualquer momento poderá ser utilizado para suprir algum imprevisto, seja motivos financeiros, saúde, estudo, viagem etc.

Assim, recomendaria uma linha conservadora, mesmo considerando que receberá poucos juros. A opção é buscar investimentos de baixos riscos, como por exemplo: tesouro direto, poupança e renda fixa. Qualquer imprevisto, essa aplicação garantirá liquidez imediata.

Por outro lado, se o dinheiro não for considerado uma reserva de emergência, faria opção no longo prazo, optando por aplicações disponíveis como: ações, fundos de ações e fundos imobiliários.

Considero que esse tipo de aplicação pode dar bons retornos, uma vez que, passada a crise, a economia voltará a crescer e, de “carona”, as ações dessas empresas, no entanto, isso está alinhado mais a um perfil de investidor moderado e agressivo.

Assim, fica a dica e é importante ressaltar que se trata de uma opinião, pois certamente poderá haver outras alternativas. O importante é não correr riscos.

“O investimento não é arriscado. É a falta de simples inteligência financeira, a começar pela alfabetização financeira, que leva o indivíduo a ser muito arriscado”. Robert Kiyosaki (8/4/1947-) autor do livro “Pai rico, pai pobre” (1997), best-seller em vários países.

Mande sua sugestão de pauta. Uma ótima semana! Gratidão.

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Facebook: fb.me/claudio.luiz.chiusoli
Instagram: @claudio.chiusoli
Linkedin: https://br.linkedin.com/in/claudio-chiusoli-50819531
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do YouTube

Foto: Pixabay

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *