Série Mulheres Artistas – Louise Borgeois

Louise nasceu em Paris no dia 25 de dezembro de 1911 e faleceu em Nova Iorque no dia 31 de maio de 2010. Infelizmente, nas minhas pesquisas encontrei poucas informações sobre a vida dela, mas as principais referências são de que sua família era uma linhagem de tecelões e tinham uma oficina especializada em recuperar tapeçarias.

Obra de Louise Borgeois – Foto: reprodução da internet

Louise tinha uma ligação muito forte com a sua mãe, que considerava uma pessoa inteligente, paciente, tranquilizadora, trabalhadora, uma excelente tecelã e sua melhor amiga. Essa visão se tornaria muito importante, pois estariam refletidas na sua obra “Maman”… Ela conseguia passar suas emoções e conceitos de vida para as obras de uma forma magistral!

E a ligação do sentimento de amor por sua mãe se transformou nas enormes esculturas de aranha. Para ela as aranhas são protetoras, pois comem os mosquitos, e aterradoras! Em seu mundo, as tecelãs pareciam com sua mãe…

Obra de Louise Borgeois – Foto: reprodução da internet

Na infância, ela ficou traumatizada com a traição do seu pai, com a tutora que foi chamada para lhe ensinar inglês. Já adulta, estudou matemática e filosofia na Sorbone em Paris. Em 1932, após a morte da mãe, começou a estudar artes, em ateliers e várias escolas importantes, entre elas a Academia Julian e a Ecole de Beaux Arts.

Em seu primeiro apartamento, na rua Seine, mesmo prédio que morava André Breton (um do artistas mais importantes do movimento surrealista), ela conheceu Robert Goldwater, com quem casou e mudou para Nova Iorque, em 1938. Lá entrou para Art Students League, fez gravura e pintura, e teve três filhos em quatro anos.

Obra de Louise Borgeois – Foto: reprodução da internet

Nos anos de 1940 e 50, o marido a apresentou a vários artistas, críticos e comerciantes, incluindo Alfred Barr, diretor do Museu de arte de Nova Iorque, o MOMA. Ele então comprou uma obra de Louise para a coleção do Museu em 1953. Com a morte do marido em 1973, ela ingressou no Fight Censorship Group, que defendia imagens sexuais explícitas na arte. Em 1982, ela ganhou sua primeira retrospectiva no MOMA.

O mais interessante na sua historia é que ela tornou -se mundialmente famosa depois dos 70 anos! Trabalhou até o fim de sua vida e faleceu de ataque cardíaco. Um de seus filhos morreu em 1990, ela deixou então dois filhos e dois netos. Suas obras estão em museus importantes pelo mundo todo, dentre os quais o Centro George Pompidou em Paris, o Museu Solomon Guggenheim em Nova Iorque, o Tate Modern em Londres. São obras de forte conotação sexual, extremamente expressivas!

E, inclusive, temos uma de suas esculturas da série “Maman” que está no Ibirapuera, em São Paulo.

Louise Borgeois – Foto: reprodução da internet

Para quem acha que a vida é uma linha reta e que depois dos sessenta, já é tarde para algumas coisas, Louise é o o maior exemplo de que no mundo das artes o tempo não importa. E assim como todos os grandes artistas, ela trabalhou até o final da sua vida.

Carpe diem pessoal! Agora mais do nunca! E se cuidem!!

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto: Reprodução da internet

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