Série Mulheres Artistas: Lee Krasner

Lee nasceu em 27 de outubro de 1908 no Brooklyn e morreu em junho de 1984, aos 75 anos em New York. Era pintora, ilustradora e gravadora, considerada uma expressionista abstrata. Nessa modalidade, os traços e manchas de cores são feitas ao estilo livre, o artista por vezes pinta direto na tela, fazendo modificações durante o processo, as formas são abstratas pois não são formas conhecidas.

Foto: reprodução da internet

Começou a pintar na adolescência estudando arte na faculdade e fazendo cursos. Durante a grande depressão, fez parte do projeto do governo chamado “Federal Art Project” que dava empregos  para ajudar os artistas. ISSO nunca aconteceria aqui, haja visto a situação dos artistas nessa pandemia e total descaso com a classe pelo estado!

Lee Krasner resolve, a certa altura, abandonar o projeto porque seu estilo não combinava com as prioridades do projeto. Ela então criou grupos: “Artists Union” e “American Abstracts Artists”. Dessa época, sua série de obras mais conhecida é a “Little image”.

Foto: Hans Namuth/Archives of American Art, Smithsonian Institution

Em 1942 casa-se com o também artista Jackson Pollock, minimizando sua produção, mas seu trabalho se torna mais sensual e seus temas recorrentes é a vida e a morte. Mudam -se em 1945 para The Springs, uma propriedade rural. Lee e Pollock trabalham separados, ela em quarto no andar superior e ele no celeiro. Em 1956, o casamento já estava abalado pelo alcoolismo e a traição de Pollock com outra mulher. Nesse mesmo  ano, Lee  estava na Europa com amigos, quando foi obrigada a voltar pois Pollock sofreu um acidente de carro com a amante e uma amiga, vindo a falecer.

Depois de sua morte, ela volta a pintar fervorosamente e conquista vários prêmios. Talvez o melhor deles , depois de varias individuais foi que não a chamavam mais de “a mulher de Jackson Pollock “, mas de Lee Krasner artista!

Foto: reprodução da internet

Seis meses depois de sua morte, o MOMA, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, realiza uma grande exposição retrospectiva, ela é uma das quatro mulheres que obtiveram essa honra no museu.São elas: Louise Borgeois, 1982; Helen Frankenthaler,1989; e Elizabeth Murray, em 2004. Suas obras foram doadas ao “Archives of American Art e digitalizadas e postadas na web em 2009.

Lee ajudou Pollock em suas crises de depressão e álcool e lutando pelo sucesso do marido, Pollock foi péssimo para ela, era egoísta e muito perturbado. Além de infiel com aquela que o apoiou em suas crises. O pior foi que ela teve que lutar muito mais para que sua arte fosse reconhecida!

E aí também entra o machismo, apesar dela ser tão ou mais artista do que ele, ela trabalhou em dobro e ainda passou anos sendo apenas “a mulher de Pollock”.

E quantas mulheres não passam por isso: trabalham em dobro ou triplo que os homens pra provarem que são excelentes em suas profissões e ainda precisam provar que não apenas sombras.

Dica da semana: “Pollock “, de 2000. A atriz que fez Lee Krasner, Marcia Gay Harden ganhou Oscar de melhor atriz coadjuvante. Percebam que apesar de todos os prêmios, ainda não fizeram um filme sobre ela! Sempre me recordo, aliás, que quando assisti o filme foi com a minha mãe, e ela passou a detestar o Pollock depois disso! Vale a pena pessoal! Assistam!

Boa semana!

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto: Reprodução da internet

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *