Saiba quais são e como prevenir a doenças de pele mais comuns no inverno

As temperaturas estão caindo e, com isso, é hora de tomar cuidado com a pele. O tempo mais frio traz consigo alguns problemas e inconvenientes por conta da queda da umidade relativa do ar, o que causa o ressecamento. Banho quente e longo piora a situação. Assim, está feito o cenário para infecções e inflamações. Mas, se a gente tomar precauções simples, é possível evitar grandes problemas. Vamos ver como?

Dermatite seborreica:  é justamente o oposto do ressecamento. Isso porque a água quente do banho, que resseca o cabelo, estimula as glândulas sebáceas a produzirem oleosidade. Aí surgem e se multiplicam as famosas cascas brancas, situação que pode ser agravada com inflamação e coceira. É por isso que a gente recomenda lavar e secar o cabelo com temperaturas mais amenas. Ou até mesmo com produtos específicos. No dia a dia, é bom evitar toucas, gorros e bonés.

Dermatite atópica: pele avermelhada, coceira, prurido e descamação são os sintomas mais comuns desse tipo de alergia, mais sentido nas dobras do corpo, como atrás do joelho e nos cotovelos. O ressecamento provocado pelo tempo seco do inverno, além do banho quente e prolongado, potencializa o problema. O que ocorre é que a pele perde a barreira protetora, ficando susceptível, irritadiça e sensível. Qual a solução? Hidratar muito a pele: tomar água constantemente e utilizar produtos específicos. Se for algo mais grave, aí é preciso procurar um médico para uma melhor avaliação da pele.

Ictiose vulgar: menos comum, caracteriza-se por uma pele extremamente seca. E pressupõe hábitos que valem para todos: hidratar bem a pele, principalmente depois do banho; controlar o tempo e a temperatura das duchas diárias; e ter delicadeza na hora de esfregar a pele com buchas.

No mais, além desses cuidados básicos, é preciso manter uma alimentação saudável, rica em vitaminas e antioxidantes, que podem trazer muitos benefícios ao corpo. Mas isso já é assunto para outro momento!

Paula França

Médica em Londrina, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) especialista em saúde da família e pós-graduanda em dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina (ISMD), de São Paulo. Hoje atua como médica do Programa Saúde da Família na unidade básica de saúde do Jardim Santo Amaro, em Cambé, além de clinicar e integrar o corpo de professores da Pontifícia Universidade Católica (PUC), campus Londrina.

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