Robótica: como ela pode ajudar a desenvolver habilidades nos estudantes?

Construir robôs já é uma realidade presente não apenas nas grandes fábricas e indústrias, mas também dentro da sala de aula. A lousa e o giz dão lugar a martelos e parafusos. E muitos componentes eletrônicos que, montados, dão forma a protótipos inventados por alunos e professores. É o que chamamos de robótica educacional, mais comum em instituições de educação voltadas ao ensino técnico, embora tenha se expandido cada vez mais para outros tipos de escolas.

A ideia é despertar a turma para a aprendizagem, já que a robótica envolve disciplinas desde física, matemática e ciências até língua portuguesa. Para tanto, usa um conceito criado pelo filósofo americano John Dewey (1859-1952): learning by doing, que significa literalmente aprender fazendo. Essa teoria pressupõe que a aprendizagem deve ser interessante, por isso prática, para se tornar relevante. Não deve ser apenas teórica ou passiva. Ao contrário, deve estimular habilidades como pró-atividade, entre outras.

A robótica, portanto, é o pano de fundo para um movimento muito maior de processo educacional que, em última análise, contribui para desenvolver a vida em sociedade. Além de produzir experimentos importantes para resolver problemas reais, a disciplina nas escolas permite que os estudantes desenvolvam a capacidade de resolver essas dificuldades, de pensar sobre a vida e sobre o local onde vivem. A lógica, então, passa a ser fundamental para o aprendizado. E, consequentemente, o pensamento racional transformado em prática.

Todavia, para construir um robô não é necessária uma fartura de componentes eletrônicos. Além dos kits de montagens, nossa sociedade tem uma profusão de sucata que pode muito bem ser utilizada na criatividade estudantil, permitindo que nossos alunos tenham soluções para o problema do lixo, inclusive. Peças, motores, sensores, placas eletrônicas, softwares, carcaças: tudo pode ser utilizado para dar asas à criatividade.

Já pensou que grandes soluções para grandes problemas podem sair do banco de uma escola? Hoje em dia, com a tecnologia, não é preciso esperar que um aluno se forme numa universidade para que comece a pensar nisso. Basta dar a ele algo muito precioso: oportunidade. E, para que isso de fato aconteça, nossos professores e nossas escolas precisam estar atentos e preparados para a educação robótica, uma das vertentes educacionais do século XXI.

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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