Realidade aumentada pode potencializar o conhecimento

Por que nossos professores ainda não utilizam a realidade aumentada para viajar pelo conhecimento com os alunos? Essa é uma pergunta com uma resposta simples, embora complexa. Afinal, em pleno século XXI, com uma série de aplicativos disponíveis para smartphones, ainda permanecemos com pedagogias tradicionais e arcaicas enquanto a tecnologia nos possibilita uma infinidade de possibilidades capazes de potencializar a educação.

Você já imaginou, nas aulas de filosofia sobre Sócrates, poder circular pelas ágoras (praças públicas) pelas quais o filósofo caminhava ensinando seus discípulos ou pelo ágora (espécie de tribunal) onde ele foi julgado e condenado? Isso é possível. Ou, então, visitar os planaltos, as planícies e tantos pontos turísticos e geográficos estudados em sala de aula? Também é possível. O que dizer, então, de conhecer a Monalisa, no Museu do Louvre, em Paris, entre outras obras de arte? Tudo isso é possível por meio de aplicativos criados para dar suporte pedagógico.

É uma forma de aprendizado completamente diferente. Um nível de conhecimento a que esta geração tem acesso que nós, um pouco além dos 30 anos de idade, não tínhamos. Em nossa época, precisávamos pesquisar em livros, em enciclopédias, em revistas e jornais. Tudo era muito difícil e escasso. Hoje, não. O conhecimento está sempre a um clique. Por isso, como metodologia criativa de ensino e aprendizagem, a tecnologia deve ser trazida para a sala e aula. Mediada pelo professor, obviamente, para que não haja desvio de finalidade. Mas, sobretudo, deve ser explorada pela educação.

De fato, a realidade aumentada multiplica não apenas o próprio conhecimento, como a vontade de obtê-lo. Num mundo em que, cada vez mais, concorremos com as redes sociais, é preciso tornar as aulas atrativas e dinâmicas. Por que não, então, levar os alunos a viagens inesquecíveis sem nem mesmo saírem da carteira? Por meio dessa tecnologia, trazemos o mundo externo para dentro da sala de aula. Mas, respondendo à pergunta do início desse texto: por que nossos professores ainda não utilizam essa pedagogia?

Pelos simples fato de não saberem usar. De não conhecerem. Do medo da mudança, do receio do novo. Em alguns casos, é porque a direção da escola proíbe mesmo. O que é pior. Por isso, nossos professores devem estar sempre antenados com o que está acontecendo no mundo. E precisam passar por formações e atualizações profissionais constantes. Simples, ou complexo?

Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Foto: Jessica Lewis no Pexels

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