O professor continua sendo importante na educação 4.0?

Na era da educação 4.0, a gente tende a achar que a figura do professor está pouco a pouco sendo substituída pela máquina, pelas relações virtuais ou pela inteligência artificial. Ledo engano. Nunca foi tão necessário manter um professor dentro da sala de aula. Mesmo que o papel, as atribuições e as responsabilidades dos mestres tenham se modificado radicalmente ao longo do tempo. E sabe qual a importância disso? É que cada aluno é único, diferente e diverso. E deve ser tratado como tal. Ninguém melhor que um professor que o conheça para colocar em prática o protagonismo individual.

Hoje em dia convivemos com uma profusão de situações diversas, as quais gerações passadas insistiram em negar ou anular. No mínimo, separar ou segregar. Os tempos mudaram e é preciso levar em conta as diferenças e diversidades. Partindo do pressuposto que ninguém é igual a ninguém, os professores têm grandes desafios para considerar as particularidades de cada estudante, entender e compreender os pontos fortes e os pontos fracos ou então os talentos e habilidades que melhor precisam ser treinados.

Toda essa situação nos leva ao conceito de adaptative learning, que significa adaptar os estudos aos estudantes. Não é uma questão tecnológica. Ao contrário, é possível e é imprescindível que seja uma questão humana. Se todos os alunos são diferentes uns dos outros, porque a educação continua sendo igual? Por que a transmissão de conteúdo é padronizada? A palavra da educação 4.0 é a personalização do aprendizado. E isso deve ocorrer a partir da escola como instituição e do professor como mestre à frente da sala de aula.

Somente assim se concretizará verdadeiramente o que se chama de inclusão. Porque dessa forma teremos atividades preparadas e personalizadas para alunos com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), em vez de considera-los problemáticos; para estudantes com limitações ou deficiências físicas, ao invés de simplesmente ignora-los; voltadas a quem tem níveis de QI e inteligência acima da média; e para qualquer tipo de talento ou habilidade que foge à regra e se destaca entre o padrão. O mundo mudou e as ferramentas de aprendizado devem mudar também a fim de engajar mais e melhor os alunos no processo de educação.

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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