O mundo das artes: leilões e exposições especiais

Leilões de arte são famosos pelo mundo todo, mas como o artista chega lá?Vemos um quadro de Van Gogh, por exemplo, que foi um dias mais caros do mundo em determinada época e, claro, vem a pergunta: por quê?

Existe um longo caminho a percorrer e para quem acha que leilões são apenas para obras de artistas mortos, está redondamente equivocado… Claro que obras de artistas que já morreram são mega valorizadas, porque o criador não existe mais, sendo assim a produção também não, o que torna algumas obras extremamente raras, principalmente aquelas que quebraram os padrões vigentes ou marcaram épocas.

Pele Tatuada à Moda de Azulejaria, de Adriana Varejão Foto: reprodução da internet

Mas, obras de artistas vivos também podem alcançar valores inimagináveis para nós, pobres mortais dessa cidade em que a cultura não importa! Artistas brasileiras como Adriana Varejão ou Beatriz Milhazes têm suas obras muito bem valorizadas ou em leilões…

O caso é simples: marchands! Marchand são os profissionais que lançam os artistas, os administradores ou empresários… Na Europa, nenhum artista se comunica com galerias ou museus sem ter seus marchands. Ser um “empresário artístico” pode render de 30 a 70% do valor da obra. Se o artista alcança a fama e vende muito bem, o marchand realizou seu trabalho.

O Mágico, de Beatriz Milhazes – Foto: reprodução da internet

E como ficamos por aqui? Eu diria que “a ver navios”! Não temos marchands que se interessam pelos artistas de Londrina… como já disse em outras colunas: colocamos a cara e a coragem no trabalho, com fé de sermos reconhecidos um dia, pois aqui o Brasil no geral está engatinhando no mundo das artes. Longe do eixo Rio – São Paulo, é improvável que um marchand o descubra…

E assim, nós, artistas, continuamos fazendo bicos, trabalhando em outras áreas para sobreviver, mostrando sozinhos nossas obras, usando as redes sociais com a esperança de que um dia possamos ser vistos!

Foto: Sotheby’s

Esperando que as portas de alguma bienal se abram para que possamos entrar, ou que um dia, se possível VIVOS, possamos colocar nossas obras em leilões importantes como os da casa Sotheby’s ou Christie’s e ver nossas obras alcançando preços estratosféricos!

Mas, para isso…precisamos ainda batalhar muito para que nossa profissão seja valorizada e que os artistas possam trabalhar sem serem desvalorizados. Longo caminho…muito longo.

Boa semana pra todos!

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto principal: Obra de Beatriz Milhazes – reprodução da internet

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