O estudante tecnológico precisa de orientação e mentoria!

É difícil imaginar essa molecada da geração Z, nascida e criada em um mundo completamente tecnológico, sem saber mexer ou sem poder utilizar as ferramentas digitais. Isso já faz parte da vida desde que nasceram e não há qualquer resistência por parte dos alunos e estudantes nessa faixa etária a partir de meados dos 1990. Entretanto, como tudo na vida, é preciso ter moderação, equilíbrio e harmonia no uso desses recursos, que tanto podem potencializar a educação quanto podem desviar a finalidade e desfocar os objetivos.

Por isso, mesmo que os jovens e adolescentes de hoje já estejam muito familiarizados com a tecnologia (celulares, tablets, smartphones, computadores), é preciso prepara-los para a utilização desses recursos em salas de aula e durante o processo educacional. A ideia é justamente evitar que os alunos e estudantes atravessem a linha tênue entre o aprendizado e o entretenimento, tão mais atrativo e viciante. E o que pode ser feito nos limites de fora da sala de aula, não é mesmo?

Para que isso não aconteça, todavia, é muito importante que os estudantes entendam os porquês de cada atividade e o que está por trás do uso dessas ferramentas e recursos digitais. Afinal, essa geração, além de tecnológica, é também muito questionadora. E procura desenvolver atividades das quais gostam e as quais entendem e compreendem. Não vale mais argumentos do tipo “é assim porque tem que ser” ou “faça isso porque todo mundo faz”. Já passou do tempo em que os jovens e adolescentes aceitavam tudo o que lhes era imposto.

Ademais, é preciso ter professores preparados, tanto tecnologicamente, ou seja, de forma a conhecer as tendências e os recursos, como também de prontidão para orientar os alunos sobre que caminhos tomar e seguir, principalmente na hora das dúvidas. Os professores, como mentores, têm mais experiência e discernimento para ajudar os alunos a confiar nas fontes seguras. E, obviamente, a aumentar seu nível de conhecimento vertiginosamente!

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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