Não passei no vestibular, e agora?

Marcia Chiréia (*)

A divulgação da lista de aprovados do vestibular da UEL provoca sentimentos diferentes nos estudantes que fizeram o concurso. Para quem passou, o momento é de alívio e de muita comemoração. Quem não conseguiu a sonhada aprovação, porém, precisa lidar com tristeza, com frustração e até mesmo com a raiva.  E isso não é tarefa fácil.

Neste momento, é preciso acolher os sentimentos até que sejam superados. A dica estende-se aos pais e familiares, que devem evitar fazer muitos comentários e perguntas, mas, ao mesmo tempo, devem se mostrar presentes, lembrando que haverá novas chances de se chegar à universidade.

É importante esclarecer que alguns alunos precisam de isolamento para viver o período de “luto”. Respeitar o momento de tristeza, porém, não significa ignorar sinais exagerados de sofrimento. Quando algo está fora do normal, a família pode cogitar a ajuda de um psicólogo.

Passado o impacto inicial, entretanto, é hora de aprender com os erros e planejar a nova maratona rumo à universidade. Costumo dizer que o aluno só precisa de uma aprovação para amenizar todas as dores do processo. O início do ano letivo é o momento ideal para avaliar as falhas cometidas e as dificuldades enfrentadas no processo anterior.

É preciso refletir sobre os pontos a melhorar e  organizar os estudos a partir de metas diárias. Passar em um concurso vestibular certamente exige muito estudo. Contudo, ter estratégias é fundamental para que energia e tempo sejam direcionados para o que realmente é necessário. 

A experiência de muitos anos frente à preparação de vestibulandos focados em cursos de alto desempenho, como medicina, dão segurança para afirmar que o maior desafio de muitos estudantes é superar os próprios medos, inseguranças e fragilidades. Por isso, na orientação de estudos, trabalhamos também o lado emocional. O aluno que consegue estabelecer uma rotina de estudos eficiente, com planejamento, certamente terá mais equilíbrio quando chegar o período das provas.

No dia a dia, a orientação de estudos trabalha para que os alunos mantenham o foco, o que implica em autoconhecimento para agir com responsabilidade. Colocar isso em prática exige planejamento constante, inclusive para sair da zona de conforto e responsabilizar-se pelo alcance das metas. Motivação e  desenvolvimento de técnicas de estudo fazem parte dessa etapa.

Acompanhar o próprio progresso, avaliando aonde chegou e reconhecendo os pontos em que se precisa progredir são outras recomendações para exercer uma rotina de estudos eficiente. Não é exagero reforçar: vestibulando precisa de disciplina.

Observar os resultados dos simulados, analisar os pontos fortes, amenizar os estudos nestes temas sem abandoná-los, mas dar atenção aos pontos fracos são outras dicas valiosas. Os simulados, neste contexto, não devem ser feitos por obrigação, mas como parte do processo para alcançar o sucesso. Como se fosse um termômetro.

O aluno entende na sala de aula, aprende fazendo exercícios e realmente sabe quando aplica o que aprendeu. Durante o ano, reservar tempo para revisões é outra dica fundamental. Todos estudantes e familiares precisam entender que a dor passa, a aprovação chega para quem não desiste.

(*) Professora de redação e orientadora de estudos do Curso Prime

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