MP e PC abrem novas investigações sobre dinheiro desviado de HU

Informações levaram MP e Polícia Civil a abrir novos inquéritos, um deles envolvendo 10 médicos da UEL

Telma Elorza

Equipe O LONDRINENSE

O Ministério Público abriu inquérito civil, no início de junho, para apurar irregularidade de contratação de empresas de prestação de serviços médicos por parte da então servidora do Hospital Universitário de Londrina Lucélia Pires Ferreira e outras 25 pessoas que também estariam envolvidas no esquema. A Polícia Civil também vai investigar a participação de 10 servidores médicos da UEL/HU no esquema de fraude.

O inquérito civil tem como objetivo recuperar os  mais de R$ 1 milhão em desvios de recursos públicos, identificados pela Polícia Civil na Operação Espelho Falso e em processos administrativos e disciplinares do HU. Lucélia tinha 56 anos e desapareceu no dia 3 de outubro de 2018. Seu corpo foi encontrado em Porecatu, um dia depois. No dia do seu desaparecimento, ela participaria de uma reunião no HU na qual irregularidades nos contratos seriam discutidas. Seu espólio será responsabilizado na ação.

O esquema de desvio foi feito utilizando pagamentos em duplicidade para empresas que forneciam médicos terceirizados para a instituição. Lucélia, que era secretária da Diretoria Clínica do hospital, seria a coordenadora do golpe, que teria perdurado  2016 até 2018 e só foi descoberto quando o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), pediu esclarecimentos sobre pagamentos em duplicidade feitos em nome de médicos. O esquema teria começado com uma empresa em nome do genro de Lucélia.

Já a Polícia Civil, sob o comando do delegado Thiago Vicentini da Divisão de Combate à Corrupção, vai investigar a participação de 10 médicos que, ao mesmo tempo que davam aulas na UEL, também registravam ponto como tercerizados no HU, causando duplicidade de pagamento. A UEL repassou informações sobre as irregularidades. Um dos médicos também teria participação em uma das empresas terceirizadas, o que lhe garantia um terceiro salário pela mesma função. Se confirmadas as irregularidades, eles responderão por peculato e, no caso do médico com três empregos, também falsidade ideológica. Segundo informações da UEL à RPC TV, não haverá demissões por enquanto.

O processo criminal inicial corre na 2ª. Vara Criminal, que já determinou bloqueio de contas bancárias e levantamento de bens da família de Lucélia, além da apreensão de cinco veículos, inclusive o Hyunday Santa Fé V6 da servidora morta. A responsável pelo inquérito civil é promotora Sandra Regina Kock.

O inquérito sobre a morte de Lucélia ainda está em andamento. A polícia investiga se ela tirou a própria vida ou foi assassinada.

Foto: print vídeo RPC TV

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