Mistura do aprendizado: a gente aprende de todas as formas um pouco

A aprendizagem precisa ser completa. Alunos de todos os níveis, desde a educação básica e infantil até o ensino superior: todos aprendem de forma múltipla e com as mais variadas técnicas. Pesquisas apontam que os estudantes aprendem cerca de 10% lendo, 20% escrevendo, 50% observando e escutando, 70% discutindo com outras pessoas e até 80% praticando. Ensinando? O índice chega a 95%!

Daí a necessidade de que as escolas transformem suas pedagogias tradicionais de apenas ler, escrever e escutar, acrescentando aos seus métodos atividades práticas, que sejam debates, aulas em laboratórios, seminários, além de incorporar as novas tecnologias como óculos 3D, games e outras tendências. Não são necessários grandes investimentos. O mais importante – e, talvez, o mais difícil – é mudar a mentalidade dos professores, que insistem em ensinar de acordo com a pedagogia do século passado. Ou retrasado, dependendo de quem ensina.

Com pequenas atitudes, certamente o desempenho dos alunos vai crescer consideravelmente. E todos nós vamos dizer: “por que não fizemos isso antes?”. Quer um exemplo? Quando colegas se juntam para estudar, um na casa do outro ou nas bibliotecas, sempre há melhora no nível das provas. Esses estudantes nada mais estão fazendo que compartilhar conhecimento. Algo tão antigo quanto a própria humanidade, mas tão moderno quanto o princípio das redes sociais: compartilhar.

Por isso, é importantíssimo misturar técnicas do passado com tendências do futuro. E aí surgem as chamadas Metodologias Ativas de Aprendizado. O blended learning, conhecido como ensino híbrido e já trabalhado aqui nesta coluna, é uma realidade palpável e transformadora. Mas, é preciso inserir os professores no universo da tecnologia e informática. Muitos ainda resistem: ou porque não gostam, ou porque não concordam, ou porque não têm familiaridade. Enquanto essa resistência acontecer, o aprendizado dos nossos alunos será prejudicado.

Portanto, blended learning se configura simplesmente como a mistura de todas as formas de aprendizado. E acrescenta uma das principais ferramentas atuais: a tecnologia. Simples?

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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