Londrina e outras seis regiões terão medidas restritivas, anunciou governador

Fechamento de atividades não essenciais durará 14 dias, podendo ser prorrogado por mais sete dias

Telma Elorza

O LONDRINENSE

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, anunciou nesta terça-feira (30) que, a partir de amanhã, sete regionais de saúde do Estado – Londrina, Cascavel, Cornélio Procópio, Cianorte, Toledo, Foz do Iguaçu e Região Metropolitana de Curitiba – deverão cumprir medidas mais restritivas de isolamento social. Um decreto especificando a abertura apenas de serviços essenciais deverá ser publicado nesta quarta-feira (1).

Nos 134 municípios atingidos pelo novo decreto, será obrigatório o fechamento de setores da economia considerados não essenciais, entre eles o comércio de rua, shoppings, feiras livres, bares, academias, salões de beleza e outros, por 14 dias a partir de amanhã, prorrogáveis por mais sete, se for necessário. Segundo o governador, foi preciso tomar essa decisão porque essas cidades somam cerca de 75% dos casos de covid-19 no Estado. “Estamos aplicando medidas mais restritivas em regiões onde a curva de crescimento da pandemia está fora de controle”, afirmou. Ficam de fora do fechamento obrigatório áreas da saúde, transporte público, indústria, construção civil, produção de medicamentos e alimentos, imprensa, segurança privada e transporte de cargas.

A fiscalização será feita pela Secretária de Segurança Pública, com auxílio da Vigilância Sanitária e orgãos dos próprios municípios, como Guardas Municipais. Serão aplicadas multas e os empresários que descumprirem o decreto podem perder os alvarás.

Segundo o governador, no Estado, o índice de isolamento social está em menos de 40% e, com as novas normas, espera-se chegar a 55%, que seria “o ideal”. De acordo com ele, esta terça-feira foi o pior dia em número de óbitos no estado, com 36 mortes em 24 horas e 1.500 novos casos confirmados. Além disso, ele apontou a falta de profissionais intensivistas e de medicação essenciais para entubação de pacientes graves como fatores que o levaram a tomar a decisão para evitar um colapso na saúde pública. “Se não adotarmos essas medidas, é muito provável que a escalada leve a um descontrole no número de casos. Falta de leitos e falta de estrutura para atender as pessoas”, afirmou o diretor geral da Secretaria de Saúde,
Nestor Werner Junior.  

Confira os principais pontos do decreto:

  • Deverão ser fechadas as atividades econômicas não essenciais (shoppings, galerias, comércio de rua, feiras, salões de beleza, academias, bares, casas noturnas).
  • Transporte coletivo só poderá atender funcionários dos serviços considerados essenciais, e os veículos só poderão circular conforme a quantidade de assentos.
  • Fica proibida a circulação de pessoas em vias públicas das 22h às 5h.
  • O funcionamento dos mercados ficará restrito de segunda a sábado, das 7h às 21h. O fluxo ficará limitado a 30% da capacidade total, devendo ser controlado com a distribuição de senhas. O acesso será limitado a uma pessoa da família e está proibida a entrada de menores de 12 anos.
  • Fica suspenso o funcionamento de serviços de conveniência em postos de combustíveis, exceto nas rodovias.
  • Restaurantes e lanchonetes poderão atender somente no sistema drive-thru, delivery ou take away (retirada no balcão).

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN


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