Londrina confirma sete mortes por dengue e investiga mais nove casos

São 6.884 casos confirmados e outros 5.215 ainda em análise

Telma Elorza

O LONDRINENSE

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, divulgou nesta quinta-feira (19) o novo boletim da dengue em Londrina e confirmou sete mortes por dengue neste ano. São quatro novos casos em relação à semana passada. Outros nove estão sendo investigados pelo Comitê de Mortalidade Institucional da Secretaria de Saúde. No período epidemiológico, Londrina registra até o momento 15.664 casos notificados, sendo que 6.884 foram confirmados, 3.565 descartados e 5.215 ainda se encontram em análise

De acordo com Machado, é preciso avaliações técnicas e histórico clínicos com exames para fazer a definição da morte causada por dengue. “Grande parte dos casos registrados tinha comorbidades, alguns com idades avançadas, como um caso em que a pessoa tinha 95 anos, outra 81”, explica. Alguns óbitos, segundo ele, especialmente os pacientes de 36 e 44 anos, não tinham comorbidades. Os nove casos que estão sendo investigados tem, em sua maioria, pacientes com idades entre 59 a 96 anos, com um única caso de um pessoa de 24 anos.

De acordo com o secretário, os mutirões têm cumprido seu papel e os indicadores estão mostrando isso. “Desde o início que a prefeitura implantou os mutirões, que está indo para o décimo, estamos notando que nos conjuntos por onde já passamos há um número decrescente de casos notificados e confirmados da doença. O que nos leva a afirmar que a estratégia de mutirão com remoção mecânica dos criadouros é a mais assertiva. Lembrando que só saímos da região depois que toda ela foi percorrida, 10-15 dias depois do início”, afirmou.

Em tempos de coronavírus, o secretário explicou os agentes de endemias estão orientados a perguntar, antes de entrar em cada casa, se há pessoas com síndromes respiratórias. “Não há indicação de uso de máscaras indiscriminado. Precisamos ter tranquilidade e reacionalidade e seguir o que determina Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde e outros órgãos. Se tiver síndrome respiratórias, ou ele vai voltar em outra oportunidade ou tomar as medidas de precaução em relação àquele ambiente”, explicou.

Segundo ele, em Londrina a dengue continua mais perigosa que o coronavírus. “Ela nos traz uma preocupação numérica muito maior. Temos que tratar as duas com muita seriedade e sem comparação. As medidas de prevenção devem ser adotadas, como poder pública, prevendo que a gente consiga proteger a população das duas doenças”, disse.

Segundo ele, os números mostram um recuo mas, mais que isso, baseado em cenário de práticas. “Baseado no nosso dia a dia, dados das ações em campo, nas unidades de saúde. Os indicadores que temos indicam que, no começo de abril, a dengue deve tomar uma proporção epidemiológica de menor vulto. Mas até lá, vamos monitorar para saber quais medidas a prefeitura deve implantar a mais ou suprimir”, explicou.

De acordo com Machado, ainda não houve multas. As notificações, com prazo de regularização, estão sendo suficientes para que os proprietários dos imóveis limpem o local. “Também estamos orientando para que os agentes visitem os cerca de 400 pontos estratégicos e que o serviço lá seja intensificado. E, se necessário, as multas serão aplicadas”, disse. Segundo o secretário, entre os 400 pontos monitorados, muitos são casas de acumuladores. Na semana passada, a prefeitura retirou 10 caminhões de lixo de uma única residência, no Parigot de Souza. “Em toda região que vamos, encontramos uma ou duas residências de acumuladores. Mas o que precisa ser dito é que não podemos deixar de olhar nossos quintais. Não é só em casa de acumulador que tem foco do mosquito da dengue. Ainda temos muitos focos nas nossas casas, em nossas empresas”, afirmou.

Coronavírus

Sobre o coronavírus, o secretário disse que, desde o lançamento do decreto com as medidas restritivas para Londrina, estão mantendo intensificadas as ações do Comitê Emergencial de Operações de Saúde Pública. “Ontem tivemos uma reunião com os membros para avaliação, amanhã teremos outra rodada de conversas. O que a gente pede para a população e tenta transmitir é tranquilidade. No momento nós temos um caso confirmado de coronavírus, um caso importado, vindo da Itália. Nós temos que seguir nossa vida dentro da normalidade”, disse. Segundo ele, estão sendo tomadas todas as medidas que devem ser feitas, segundo os organismos técnicos internacionais. “O comitê é formado por pessoas especializadas, médicos infectologistas, pneumologistas, que queremos levar a informação correta à população”, afirmou.

Segundo ele, nenhuma informação será escondida da população e por isso, ela deve buscar essas informações em fontes não seguras e não se basear em fake news. O decreto dessa semana obrigada os consultórios, clínicas e hospitais da rede privada a fazer a comunicação à Secretaria de qualquer caso suspeito. “Nós temos que ter muito cuidado com as informações falsas. Se chegarmos a termos pacientes graves, internados, que tenham os critérios ou diagnóstico de coronavírus, nós vamos externar isso para a sociedade. Não temos o menor interesse em esconder. Isso não agrega nada. Fake news só traz pânico para cidade”, disse.

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