Justiça recebe denúncia contra diretores e seis funcionários da CPL

Grupo responder ação por nove crimes, entre eles organização criminosa, falsidade ideológica, lesão corporal e cárcere privado. Três funcionárias ainda responderão por prática ilegal de medicina

Telma Elorza

O LONDRINENSE

O juiz Paulo Cesar Roldão, da 5ª Vara Criminal de Londrina, recebeu na última quinta-feira (8) a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Paraná contra Paulo Fernando de Moraes Nicolau e Mara Lúcia Silvestre, diretores da Clínica Psiquiátrica de Londrina, além de Ireni Pereira de Oliveira Martina, Graziela Arbid Parra dos Santos, Márcia Luísa Silvestre, Greice Kelle de Souza Silva, Débora Serra Lovato e Andréa Valéria Mattos Costa, funcionárias da instituição pelos crimes de Organização Criminosa, Falsidade Ideológica, Lesão Corporal, Cárcere Privado Mediante Internação da vítima em Hospital, Maus-Tratos, Perigo para a vida ou saúde de outrem, abandono de incapaz, peculato-desvio e peculato mediante erro de outrem. O juiz também autorizou o compartilhamento de provas para eventuais providências administrativas.

A denúncia pelos crimes foi resultado da operação Hipócrates, deflagrada em fevereiro desse ano e que visou a investigação de irregularidades que ocorriam na Clínicas Psiquiátrica de Londrina e Villa Normanda Clínica Psiquiátrica Comunitária, ambas de propriedade de Paulo Nicolau. Além disso, o juiz também recebeu a denúncia por exercício ilegal de medicina contras as funcionária Mara, Graziela e Andréa.

O juiz da 5ª Vara Criminal também vislumbrou elementos suficientes para receber a denúncia em relação a um segurança da clínica, que foi denunciado pela prática de estupro de vulnerável, que ocorreu nas dependências do Hospital.

O juiz Paulo Cesar Roldão determinou a citação dos denunciados para responderem à acusação, oportunidade em que também autorizou que o Ministério Público compartilhasse as provas com os Conselhos Profissionais, Autarquia Municipal de Saúde de Londrina, 17ª Regional de Saúde de Londrina, entre outros, a fim de que os mesmos adotem as medidas que entenderem cabíveis.

Paulo Nicolau já é réu, desde o final de junho, em uma ação que corre na 4. Vara Criminal de Londrina, por posse irregular de armas de fogo e também de uso restrito. Boa parte do arsenal – 24 armas, três canetas-revólver e 1,9 mil munições de diversos calibres – foi encontrado no escritório de Nicolau, no endereço das clínicas, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em fevereiro. 

O advogado Walter Bittar, que faz a defesa, emitiu nota – via assessoria de imprensa – ressaltando que “apesar da tentativa do Ministério Público, o total 30 pessoas tiveram a denúncia rejeitada, o quê, por si só, evidencia a inconsistência das acusações”. Quanto aos demais citados, ele lembra que, “até agora, os acusados foram alvo constante de acusações absurdas, por isso é com alívio que o grupo recebe a notícia de que finalmente terá a oportunidade de se defender e provar na justiça, sem sombra de dúvidas,  sua inocência das acusações de que é alvo”.

Foto: Print vídeo RPCTV

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