Homem-Aranha: Longe de casa

Depois da inclusão do Homem-Aranha no time dos Vingadores seria inconcebível, é claro, mais um filminho padrão do herói aracnídeo. Assim, a Marvel Studios arrisca e apresenta algo um pouco diferente do que já conhecemos do universo desse herói, menos “herói da vizinhança” e mais “herói universal”, um Homem-Aranha compatível com a teia narrativa do UCM (Universo Cinematográfico Marvel).

“Homem-Aranha: Longe de Casa” estreou nesta semana nos cinemas brasileiros. O filme, dirigido por Jon Watts, se passa em um mundo que tenta voltar à normalidade cotidiana após o Blip (como ficou conhecido vulgarmente o estalar de dedos de Thanos). Na trama, Peter Parker (Tom Holland) tenta seguir a vida com o que restou depois de seu próprio sumiço no Blip e da morte de Tony Stark (Robert Downey Jr.), figura paterna que de certa forma substituiu o Tio Ben na vida do personagem.

Comparado aos filmes anteriores (sem spoilers), o roteiro mostra um Parker adolescente que vive no subúrbio de Nova York e, de repente, adquire grandes poderes. Mas desta vez, junte-se a isto conflitos internacionais, tramas intergalácticas, um projeto de apocalipse e o último ano do ensino médio. As ameaças são enormes e a confusão é gigantesca.

Após o épico “Vingadores: Ultimato”, Homem-Aranha apresenta aquilo que os espectadores querem ver. O roteiro (Chris McKenna, Erik Sommers) nitidamente sofre para resolver a complexa linha temporal do Universo Cinematográfico Marvel, mas consegue resolver da melhor maneira possível. Estamos falando de um filme de super-herói, e este tipo de filme precisa ter cenas de ação, e nestes momentos “Homem-Aranha: Longe de Casa” se mostra épico. Watts constrói o vilão Mysterio (Jake Gyllenhaal) de maneira gráfica, menos narrativo, fazendo ótimo uso do caráter cartunesco do personagem, mostrando uma estética visual de quadrinhos de maneira brilhante.

Como dizia o Tio Ben, “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. Após “Vingadores: Ultimato”, Peter Parker parece já ter poderes para encarar as responsabilidades cotidianas de um super-herói: salvar o universo, proteger a vizinhança, enfrentar um luto, cuidar da família, não sucumbir a desilusões amorosas, passar de ano na escola…

Foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas

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