Frustração na maternidade

Como mãe se culpa, não é mesmo? E como se não bastasse as próprias questões, a sociedade ainda é pouco solidária com as mães no geral. É culpa por ter que dar fórmula, por colocar cedo na escola, por fazer cama compartilhada ou por deixar chorar no berço.

Antes de ser mã, tinha o hábito de ler sobre muitas teorias diferentes e muitas vezes eu fiquei confusa. Tem aquele pediatra que fala que bebê precisa de colo e não pode chorar, e também tem aquele que fala que é necessário impor um limite desde quando a criança chega da maternidade. Amamentar em livre demanda (quantas vezes o bebê quiser) ou amamentar de três em três horas? Complementar com mamadeira? Dar chupeta?

Ser mãe é angustiante. Não estou excluindo os pais. A participação paterna é essencial em todo o processo, porém questões de amamentação, por motivos óbvios, ainda recai sobre a mulher. 

Se eu puder te dar uma dica, não crie expectativas. O que frustra é não conseguir fazer o que você já tinha como certo na sua cabeça. “Vou amamentar apenas no seio e de três em três horas!”, você pode pensar na gestação, e aí quando seu bebê nasce seu leite não desce, o bebê perde peso e quase morre de chorar. E lá vai você se culpar por ter que complementar e dar o peito sempre que ele chora para ter que estimular suas glândulas mamárias entre as mamadas de fórmula. Surge a frustração. A expectativa atrapalha.

Faça o que você puder fazer e o que você acha que é o melhor para sua família. 

Acho que o principal é você entender que cada criança é única e só você sabe o que está ou não funcionando com seu filho. É a velha história da vizinha que chega e fala que o bebê, desde que chegou do hospital, dorme no berço por seis horas seguidas enquanto o seu parece chorar a cada dez minutos. Meu filho mais velho parecia estar sendo colocado em cima de uma cama de espinhos cada vez que eu tentava deixa-lo no berço. Já o Biel dormia tranquilamente no berço até quase um ano, quando começou a chorar quase a noite inteira. A angústia de não saber o que está fazendo de errado misturado com cansaço do início da maternidade muitas vezes pode deixar a mãe em frangalhos.

Qual é a sua necessidade? O que funciona para você? Porque chegou um momento que eu fiz uma barreira na minha cama entre mim e o Rafa e passei a dormir com ele, dos três aos oito meses. Foi o que manteve minha sanidade mental.

Ah, mas cama compartilhada é ruim. Para mim foi bom, foi o que me manteve sã e bem para poder cuidar dele o dia inteiro. Então tire da sua mente palpites ruins, leia e decida o que funciona para você e fique firme! 

Paula Barbosa Ocanha 
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

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