Experiências de cabide: 3 leitoras contam como anda sua relação com as roupas e o estilo nessa quarentena

A gente já falou bastante sobre quarentena, estilo e a relação que cada um e uma de nós está tendo com as próprias roupas e a percepção sobre nós nesse momento – e esse é “O” tema da temporada, né? Pois essa semana, a gente quis saber de três leitoras como elas estão lidando com essas questões. Como anda a vontade de se arrumar? Ou não. Seu estilo ainda faz sentido pra você, o que mudou? Elas respondem:

Isabela Pupin

“Sou bem eclética em relação ao estilo de me vestir. Gosto de acordar e pensar como vai ser meu dia, então me visto de acordo. Tem dias em que a gente precisa dar um up na autoestima, então capricha mais. No começo da quarentena, deixei de usar os acessórios que eu tanto amo, mais por precaução mesmo – e a máscara agora faz parte dos adornos também, mais um acessório! Mas não consegui resistir, voltei a usar tudo: brincos, anéis, colares… mas higienizo todos quando chego em casa. Também lavo minhas roupas todos os dias. Higienizo tudo, o tempo todo. Mas em relação ao estilo de me vestir, mesmo, segue igual.” Isabela Pupin, 49, psicóloga.

Poliana Santos- Foto Bruna Gonçá

“Eu diria que meu estilo é casual, tem muito a ver com minha identidade, minha personalidade. Estou sempre de jeans, camiseta e uma camisa sobreposta. Sou apaixonada por bonés, boinas e chapéus, toucas… Esse período de pandemia impactou bastante minha forma de me vestir, principalmente em casa. Com exceção dos dias em que tenho que sair para trabalhar, minhas roupas se resumem a moletons, pantufas e blusas velhinhas, dessas mais de ficar em casa mesmo – mas que eu acabo usando também para tirar o lixo ou ir à padaria, por exemplo. De alguma forma, o isolamento me deixou mais relaxada e despreocupada com o que vestir. E agora minha atenção se volta mais para os pés: se antes eu me permitia sair de chinelos, agora só saio de tênis.” Poliana Santos, 37, educadora.


Nádia Sabchuk

“Eu definiria meu estilo como ‘confortável’, sempre com uma referência mais rock/grunge. Quando preciso parecer mais séria, aí me visto de forma mais sóbria, mais arrumadinha. Nessa quarentena, quase não saio – e quando saio é no modo alerta, então uso roupas para a pandemia: calça comprida, roupa mais fechada, cabelo sempre preso. Prefiro usar algo que me exponha menos, que seja fácil de tirar quando chegar em casa. E, em casa, é basicamente o pijama nosso de cada dia! Se tenho reunião ou aula por vídeo, até coloco uma camiseta mais arrumadinha. Nem de longe tenho me arrumado como antes, esses dias só usei corretivo para as olheiras não aparecerem na câmera! E chego a ter saudade dos meus vestidos porque para sair é o que está à mão, não tenho me arrumado, não. Eu inclusive penso em me desapegar de várias das minhas roupas, muitas delas parecem completamente supérfluas. Por exemplo: pra quê eu tenho uma saia de couro matelassê? Eu vejo publicidade de lojas de roupas e penso: roupa nova agora, pra quê? Acho que mais que com as roupas, apenas, mudou minha relação com o consumo – se eu já era crítica, fiquei mais ainda. A única coisa que eu queria agora seriam pijamas, mas com a alta demanda o preço subiu muito então já desanimei também. Minhas roupas preferidas nesse momento são as confortáveis e que me servem bem, o resto está sob condicional.” Nádia Sabchuk, 31, bióloga e professora.

E você, como anda se vestindo nessa quarentena? Como anda sua relação com seu estilo, suas roupas? Conta pra gente!

Ana Paula Barcellos

Formada em História pela UEL, trabalhou 10 anos como escritora para blogs e sites sobre cultura e lazer. Atualmente, trabalha com marketing digital e pesquisa de tendências e, junto com Angela Diana, é proprietária da Rosita, marca de acessórios.

Foto principal: Pixabay

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