Equipes dos CAPS III e AD deverão avaliar pacientes internados em clínicas

Trabalho deve começar na próxima semana. Preocupação é com o fechamento definitivo das poucas vagas psiquiátricas do SUS em Londrina

Telma Elorza
Equipe O LONDRINENSE

Os cerca de 280 pacientes internados na Villa Normanda e Clínica Psiquiátrica de Londrina (CPL) – alvos de operação do Gaeco por suspeita de irregularidades praticadas contra o SUS, nesta semana – deverão ser avaliados por funcionários do Caps III e Caps AD (Álcool e Drogas) para possível liberação.

O secretário municipal de Saúde de Londrina, Felippe Machado, disse que ainda não há previsão de início dos trabalhos mas que, provavelmente, acontecerá a partir da próxima semana. “Devemos apenas finalizar questão de formação de equipes. Foi uma solicitação do promotor Paulo Tavares e vamos cumprir”, explicou.

O LONDRINENSE recebeu denúncia de que o serviço público de saúde de Londrina não teria um local encaminhar pacientes psiquiátricos porque a Central de Leitos, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SESA), teria interditado as clínicas para novos internamentos.

A assessoria de imprensa do SESA negou a informação. De acordo com informações repassadas a assistência médica aos atuais pacientes, bem como novas internações estariam sendo realizadas.

Ainda conforme explicações da assessoria, as possíveis ações contemplariam somente as áreas gerencial e administrativa, com o afastamento dos responsáveis pelas duas clínicas, por um período de 60 dias. O procedimento seria feito através de ingresso de medida cautelar, via Ministério Público.

Preocupação – Segundo o secretário municipal, o setor de psiquiatria é um grande gargalo na saúde pública de Londrina e um possível fechamento das unidades é preocupante. “Somente essas clínicas atendem o SUS de forma complementar ao Município.Uma possível rescisão de contrato traria um transtorno muito grande, já que teríamos que realocar pacientes em instituições fora do Município”, afirmou.

O programa federal “Crack é possível vencer”, lançado em 2011, previa a criação de enfermarias em hospitais com leitos para tratamento de dependentes químicos, o que resolveria parte do problema da cidade. “O programa previa a adesão de hospitais mas não pode obrigá-los a aderir. E, aqui, na nossa região, nenhum hospital se mostrou interessado, infelizmente”, disse


Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *