Educação virtual: pandemia mostra como ela é importante e necessária

A pandemia do coronavírus e a transmissão da doença Covid-19 trouxe muitas consequências negativas: mortes, quarentenas, medo, pânico e, provavelmente, ainda vai gerar impactos devastadores na economia dos países e das empresas. Entretanto, é sempre bom podermos enxergar as coisas boas que momentos de crise e de dificuldade nos trazem. A solidariedade das pessoas, a empatia e a união de forças são algumas das coisas que nos enchem de esperança.

Mas, precisamos observar que percebemos como a educação virtual é tão presente e tão necessária na nossa vida. De fato, nunca passamos por algo semelhante: a quarentena compulsória de escolas, universidades e estabelecimentos comerciais não essenciais. Qual foi a solução adotada por muitos? A comunicação virtual. As escolas e universidades estão disponibilizando suas aulas e materiais de forma não presencial. Aliás, estou me referindo a todos os tipos de escola: de dança, de balé, de exercícios físicos, de idiomas e de tantas outras habilidades.

Muitos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço estão utilizando a virtualidade para transmitir conhecimento e manter seus negócios ativos. Desde os restaurantes, com os pedidos on-line e o delivery, até jornalistas, arquitetos, advogados, médicos e inúmeros outros que estão usando as redes para fazer lives no Instagram, Facebook, Youtube e outras plataformas. É ou não é a época da educação virtual?

As instituições que já começaram a se preparar para o futuro que está aí, com certeza saíram na frente e estão atendendo seus estudantes com maior eficácia. As que ainda não se deram conta de que a virtualidade faz parte da vida muito mais do que se imagina, precisam aproveitar o momento de crise para poder desenvolver esse aspecto. Nós não precisávamos de uma pandemia para compreendermos a necessidade e a importância da educação virtual. Infelizmente, alguns só entenderão assim, da pior forma possível.

Em tempo: a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) estima que metade dos estudantes no mundo estão sem aulas, o equivalente a 890 milhões de crianças, adolescentes e jovens, em 114 países. É muita gente em casa, que poderia estar assistindo aulas pelo computador ou pelo celular, desenvolvendo atividades a um clique e sem perder conteúdo e calendário escolar. Não é mesmo?

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

Foto: Pixabay

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