Diário de uma paralisada facial – parte V – E esse é um adeus, bem antes do previsto

Relato da minha paralisia encerra aqui, depois de ter recuperado quase totalmente os movimentos do lado direito do rosto

Telma Elorza

Equipe O LONDRINENSE

Quando eu comecei a escrever essa série de matérias sobre minha paralisia facial – com a qual acordei no último dia 12 de junho- , imaginava que teria uma longa duração, com um texto por semana até me recuperar totalmente. Previa aí uns 24-25 textos até poder por um ponto final nessa história. Pois me despeço hoje.

Minha recuperação, totalmente inesperada e quase miraculosa, durou menos de um mês, quando o normal é até seis meses. Hoje, minha cara está quase toda funcionando bem – quase, porque só falta endireitar o bico do beijinho e um pouco do olho. Nada com que não possa conviver mas acredito que, até a próxima semana, se tudo continuar correndo bem, estarei com os movimentos perfeitos de novo.

E isso me surpreendeu? E como. Porque, veja bem, na primeira vez que tive a Paralisia de Bell, que deixou meu lado esquerdo do rosto totalmente sem movimentos, eu fiquei muito perdida. Não sabia quem e o que procurar para me ajudar. Fui em um neurologista, fiz ressonância magnética, descartei AVC (acidente vascular cerebral) e….só. O médico não me deu nenhum remédio e apenas mandou fazer fisioterapia.

Segui a recomendação e fiz quase dois meses de fisio, quase todos os dias, sem nenhum resultado. O lado esquerdo continuava paralisado. A justificativa da fisioterapeuta: “quanto mais velha a pessoa, mais difícil voltara ao normal”. Na época, eu tinha 47 anos. No desespero, segui a orientação de uma amiga e comecei a fazer acupuntura juntamente com a fisio. Foi aí que comecei a melhorar. Mas levei quatro meses para me recuperar totalmente. E tinha ficado com sequelas: o olho esquerdo que fecha nas fotos e o sorriso meio torto.

Dessa vez, quando acordei com o outro lado do rosto paralisado, nem me desesperei. Já sabia o que era e sabia que teria que lutar muito para voltar ao normal. Tive apenas um grande cansaço mental ao lembrar o que a fisioterapeuta falou, que a recuperação era mais lenta quanto mais velha a pessoa fosse. Hoje estou com 55 anos. Achei que iria demorar muito para me recuperar.

A diferença é que, desta vez, fui melhor orientada e, por incrível que pareça, por uma médica do SUS. Em vez de pagar consulta particular, procurei a UPA da Leste-Oeste e fui atendida rapidinho e com muita eficiência pela doutora Mariana. Foi ela quem me disse que era Paralisia de Bell (o neuro não serviu nem para isso), me disse as causas prováveis, passou remédios (antivirais e corticoide) para ajudar na recuperação do nervo afetado.

Mas, de tudo isso, o principal foi que tive a sorte de uma amiga me indicar a irmã Pushpa Susaiappan, da Congregação das Irmãs Salesianas e coordenadora da Casa de Apoio Madre Maria Gertrudes, que fica lá no União da Vitória, na Rua dos Cozinheiros, 952. Ela me apresentou a terapia Sujok, uma técnica coreana de acupuntura que é conhecida no mundo todo como uma das técnicas de cura mais rápidas que existe. Sério, nem fiz fisioterapia formal (a não ser os exercícios com vídeo do Youtube).

E não é brincadeira não. Em 17 dias – o tempo de intervalo entre as duas fotos aí de cima – e três sessões, a irmã endireitou minha cara. O que a medicina tradicional levou quatro meses, uma terapia alternativa levou 17 dias. Virei fã. Tô recomendando Sujok para todo mundo. Acho inclusive que deveria ter essa técnica no SUS. A irmã Pushpa está trazendo o professor dela para dar um curso aqui em Londrina. Se você é agente de saúde ou trabalha com terapias, aconselho a fazer. Precisamos de mais gente disseminando essa terapia eficaz de cura. O curso será realizado nos dias 21 e 22 de setembro, das 8 às 17 horas, no Centro Pastoral (Rua Dom Bosco, 145, Londrina). Informações e inscrições pelos telefones  (43) 99986-37231 e 99927-6285.

Sujok me ajudou muuuito, um grata surpresa que tive nessa vida. E eu me despeço desse diário aqui, esperando que meu relato tenha ajudado alguém.

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Um comentário em “Diário de uma paralisada facial – parte V – E esse é um adeus, bem antes do previsto

  • 9 de julho de 2019 em 16:58
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    q bom telma que tdo correu bem! e viva a medicina alternativa

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