Dermatologistas e UEL entram na campanha contra o Câncer de Pele

Médicos voluntários estarão atendendo, neste sábado, no Ambulatório de Especialidades como forma de prevenção e diagnóstico precoce

Agência UEL

Professores e residentes de dermatologia do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e médicos colaboradores realizarão atendimento neste sábado (7), no Ambulatório de Especialidades do HU (AEHU). É a 21ª Campanha Nacional do Câncer de Pele, ação promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O professor Airton dos Santos Gon, do Departamento de Clínica Médica, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), explica que o atendimento é gratuito e visa o reforço de medidas preventivas. Durante o atendimento, caso o paciente apresente manchas, pintas ou lesões que não cicatrizam, será coletado material para realização de biópsia e de detecção precoce de câncer de pele.

O atendimento da Campanha Nacional do Câncer de Pele será realizado das 9 às 15 horas, no AEHU, localizado no Campus Universitário. Gon diz que uma das principais medidas de prevenção do câncer de pele é evitar o sol em excesso e – ao se expor aos raios solares – usar proteção.

Estatísticas

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, o câncer não tem uma única causa. “Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas [presentes no meio ambiente]. As mudanças provocadas (…) pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer.”

De acordo com o INCA, o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. O câncer de pele apresenta alto percentual de cura, desde que o diagnóstico seja feito precocemente. “Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas”.

O INCA informa que a neoplasia de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo raro em crianças e negros, com exceção de portadores de doenças cutâneas. “Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo”, alerta o instituto. “Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com história pessoal ou familiar desse câncer ou com doenças cutâneas prévias são as mais atingidas”.

Foto: Pixabay

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