Como estimular a leitura numa geração tecnológica?

Qual a melhor forma de professores e equipe pedagógica de uma escola competirem com a tecnologia pela atenção dos alunos e estudantes? A resposta é mais simples do que se imagina: aliar-se a ela, introduzi-la no aprendizado e usa-la em favor do conhecimento. Quem é que complica? Nós mesmos, na maioria das vezes! Vamos aos exemplos.

A 4ªedição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, constata que em 2016 (último dado disponível) o brasileiro leu, em médio, 2,43 livros completos por ano. A mesma avaliação mostra que 30% da população nunca comprou um livro. De que forma, então, fazer com que nossas crianças, adolescentes e jovens, que não têm quase nenhum exemplo de leitura em casa, tomem gosto por esse hábito na escola?

Levando o livro para onde elas estão: o celular. Pesquisa da TIC Kids Online, de 2018, aponta que o percentual de jovens entre 9 e 17 anos que utiliza a internet somente pelo celular cresceu 7% desde 2016, chegando a 44% da população nessa faixa etária. Por isso, a escola deve aproveitar os livros em diferentes formatos digitais (tablets, smartphones e até e-readers) se quiser que nossos estudantes continuem desenvolvendo o hábito da leitura. Esta é uma alternativa para motiva-los a ler.

Não é segredo para ninguém que já existem inúmeros aplicativos e plataformas de leitura, assim como os dicionários, que antes precisavam ser consultados fisicamente e agora têm suas versões digitais. Mas, tem gente que realmente não gosta de ler. Para essas pessoas, já existem no mercado os audiobooks, que atendem a um determinado perfil consumidor. E que pode ser ouvido durante algum exercício físico, por exemplo.

Os desafios são grandes e as dificuldades são muitas. Entretanto, não há desculpas para não desenvolver atividades pedagógicas que estimulem a leitura. Professores e equipes de escolas não podem apenas ficar se lamentando. É preciso usar a criatividade para contornar a situação. Os estudantes leem, mas a forma como o fazem é que mudou. Por isso, precisamos nos adaptar se quisermos continuar estimulando esse tipo de hábito entre adolescentes e jovens!

Foto: Visual Hunt

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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