Começam nomeações de comissionados: 32 até o momento

Busca rápida no Jornal Oficial mostra que vai continuar a tradição de nomear comissionados a rodo na administração pública

Telma Elorza

O LONDRINENSE

Quem se dispõe a ler o Jornal Oficial do Município, nos últimos dias, pode perceber que começaram a nomeação de cargos comissionados na administração direta e indireta de Londrina. Foram 32 nomeados para cargos comissionados até o momento. Sabe-se lá quantos mais ainda serão.

Do total, foram 12 nomeações para administração direta – sem função definida nos editais de nomeação -, nove para a Codel, cinco para Autarquia Municipal de Saúde, três para a Fundação de Esportes, um para Secretaria da Mulher, um para o Ippul e um para a Defesa Social, todas ocorridas entre os dias 06 e 25 de janeiro. Como a prefeitura é uma “mãe” onde sempre cabe mais um, deverão sair novas nomeações nos próximos dias, para acomodar os aliados políticos. Alguns órgãos como a Cohab, por exemplo, ainda não publicaram seus comissionados.

Entre os nomeados, chama a atenção alguns nomes conhecidos da política londrinense que não conseguiram se eleger vereadores. Também estão ex-assessores da primeira administração de Marcelo Belinati, que voltaram aos cargos. O destaque fica para Rodrigo Victor da Silva que era assessor do ex-secretário de Governo Juarez Tridapalli, assumiu a pasta por alguns dias, foi exonerado para ser substituído pelo ex-deputado federal Alex Canziani e agora nomeado novamente assessor executivo. Ufa!

Foto: Print do Jornal Oficial

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2 comentários em “Começam nomeações de comissionados: 32 até o momento

  • 28 de janeiro de 2021 em 13:34
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    A democracia representativa trouxe esses problemas consigo. Eu penso que, poderes demais foram generosamente concedidos aos edis, ao poder judiciário, ao STF. Advirto que, não sou bolsonarista, contudo, extraio uma lição que chamo de pedagógica nos movimentos bolsonaristas, a de questionar e ter ido em frente ao Congresso e ao STF questionar sua autoridade, sua legitimidade, seu poder exagerado. Evidente que, não compactuo com o fechamento dessas Instituições, mas, a democracia representativa nos acomodou, nos acovardou, nos tornou passivos demais. Respeitosos demais. Estou incomodada. A sociedade tem poder de quebrar essas estruturas de poder viciantes.

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  • 24 de março de 2021 em 14:51
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    Como todos sabem, parte é cabo eleitoral, parte é apadrinhado do “amigo”, do financiador de campanha. São muitos para agradar.
    É isso que precisa acabar na administração pública.
    Querem fazer reforma administrativa culpando o servidor público pelo endividamento público, mas parte do endividamento dão esses cargos comissionados desnecessários.
    Revoltante.
    Parabéns ao O Londrinense pela matéria.

    Resposta

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