Bridgerton novelesco, mas divertido

Ano novo, vida (nada) nova. Continuamos sem vacina, sem leitos nas UTI’s e, o que é pior, sem noção do perigo. E o carnaval se aproximando. Então continuemos em casa. Sintonize a Netflix e veja a primeira temporada de Bridgerton. Vamos aos prós e contras desta produção.

Prós:
É uma adaptação literária da norte-americana escritora de best-sellers Julia Quinn, que apareceu 19 vezes (dezenove!) na lista dos mais vendidos do New York Times. Só com essa informação já podemos saber que não conseguiremos desligar a televisão facilmente, sempre querendo saber o que acontecerá no próximo episódio.

O primeiro livro de Quinn sobre a história da família Bridgerton e sua jornada pela aristocracia inglesa foi lançado em 2000 (O Duque e Eu – Editora Arqueiro) e hoje já abrange nove livros. Quando a Netflix anunciou a adaptação da coleção como série televisiva, a internet veio abaixo, congestionando as redes sociais.

Espere também encontrar na série tudo o que você encontra em um bom best-seller de época acrescentando a isso o poder econômico do streaming: a produção é um deleite para os olhos, conta com mais de 6.000 vestidos, fotografia exuberante, cenários incríveis, boys magia sem camisa, garotas de capa de revista, romances tórridos, quentíssimos mesmo, soft porn.

Os homens bonitões estão sempre em cena, mas funcionam apenas como vaso de margaridas, só pra enfeitar. A força toda da trama emana das personagens femininas, com olhares diferentes e ricos sobre questões femininas em sociedade patriarcal, mais que contemporâneo.

Outro ponto positivíssimo para a série é a parceria com a roteirista, cineasta e produtora de televisão Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy – desde 2005 e How to Get Away With Murder – 2014 a 2020, além de muitos outros sucessos). Rhimes faz mágica com a trama literária, captando com grande sutileza as peculiaridades de cada personagem, formando uma grande trama familiar onde os coadjuvantes não desaparecem.

Contras:
Sim, Bridgerton é um melodrama novelesco de época abarrotado de clichês. E qual o problema disso?

Tranque a porta, relaxe no sofá ou cama com a pipoca pronta e ‘maratone’.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Divulgação

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