Balada de um palhaço em cartaz até dia 21

Baseado em texto escrito em 1986 por Plínio Marcos, a peça está sendo apresentada aos sábados e domingos na Vila Cultural Cemitério dos Automóveis

Equipe O LONDRINENSE com assessoria

“Balada de um palhaço”, texto escrito em 1986 por Plínio Marcos, continua em cartaz na Vila Cultural Cemitério dos Automóveis até o dia 21 de julho, com apresentações aos sábados, às 21 horas, e domingos, às 20 horas. O texto coloca em choque duas formas de interpretar a arte circense, ou seja, um palhaço com uma visão meramente comercial e seu parceiro com a visão artística, este buscando autoconhecimento através da arte.

“Menelão”, aquele que vê a arte circense como forma de se “vestir bem, comer bem, se dar bem…”, é interpretado por Mario Fragoso. “Bobo Plin”, o palhaço que quer fazer sua alma e devotá-la a inquietar o público e não apenas fazê-lo rir, vem na pele de Luiz Eduardo Pires, que também assina a direção. Trata-se do encontro de duas escolas de teatro de pés vermelhos. O primeiro, jornalista, é da escola “Proteu-UEL”. O Segundo, historiador, é cria da Escola Municipal de Teatro, uma verdadeira incubadora de atores e atrizes na Metrópole do Norte do Paraná, Londrina, há mais de 20 anos.

A montagem londrinense da obra nasceu da paixão do ator e diretor Luiz Eduardo Pires pela obra de Plínio Marcos, O Maldito. Pires já atuou em outras três montagens do dramaturgo, “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, dividindo a cena com Rogério Francisco Costa sob a direção de Silvio Ribeiro, “Oração Para Um Pé de Chinelo”, também sob a direção de Silvio Ribeiro e dividindo a cena com Rogério Costa e Angélica Pavanello, “Barrela”, primeiro texto escrito por Plínio Marcos, Sob a direção de Tannah Corrêa, projeto que reunião várias das escolas dramáticas de Londrina, levando para a cena nada mais do que treze atores de diferentes formações.

Em 2003, Luiz Eduardo Pires defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Plínio Marcos – Cagado de Arara”. Na graduação de História pela Universidade Estadual de Londrina. Vinte anos depois do primeiro contato com a obra e dez anos depois de atuar pela última vez em “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, 2009, projeto realizado pela Funcart em comemoração aos dez anos da morte de Plínio com a montagem de “Mancha Roxa”, veio a necessidade do momento vivido pelo país e pela ânsia de atuar na estreia da Balada de um Palhaço. O Projeto nasceu no lançamento pela Funarte da obra completa do Plínio Marcos, o que fez reverberar em Luiz Eduardo Pires a vocação pelo palco, a paixão pela obra de Plínio e agora com a maturidade o desejo de dirigir o texto.

SERVIÇO – Temporada de 21 de junho à 21 de julho de 2019, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Av. Arthur Thomas, 342), Sábados às 21 horas, domingo, às 20 horas.

Dramaturgia: Plínio Marcos 
Direção: Luiz Eduardo Pires
Atuação: Luiz Eduardo Pires (Bobo Plin)
Mário Fragoso (Menelão)
Técnico de som e luz: Pedro Pessotti Loureiro 
Cenário: Gelson Amaral
Trilha Sonora: Gabriel Kruczeveski e Sílvio Ribeiro
Preparação Vocal: Silvio Ribeiro
Arte: Daniele Stegmann

Agradecimentos: Amadeus, Borracha, Camila Sampaio, Christine Vianna, Cely Norder, Funcart, Flic, Clac, Luis Henrique Silva, Ricardo Barros

Parceria: Vila Cultural Cemitério de Automóveis

Patrocínio do PROMIC, número 18-134, SEI 19.024.007588/2019-09.

Foto: Divulgação

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