Até 2030 a educação terá robôs que identificam sentimentos humanos

Anote aí: até 2030 a educação terá incorporadas algumas técnicas que parecem distantes, mas que, na realidade, estão muito mais perto do que imaginamos. E perceba que falta pouco mais de dez anos, tempo que passa voando sem que a gente se dê conta. O estudo é uma iniciativa do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a pedido da professora Rosa Maria Vicari, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), no documento Tendências em Inteligência Artificial na Educação.

Hoje vou compartilhar apenas um desses aspectos, que parece invenção de filme de ficção científica. Mas, não é. Daqui a alguns anos – uma década, talvez –, nossas escolas usarão o Sistema Tutorial Inteligente (STI), que nada mais é do que uma ferramenta inteligente que oferece ao aluno e ao professor (aos envolvidos no processo pedagógico de ensino-aprendizagem) um feedback capaz de identificar que conhecimento foi absorvido pelo estudante, o que ele aprendeu ou não aprendeu.

E, além de tudo isso, a máquina é capaz de identificar as emoções dos alunos, se estão felizes ou tristes, e assim por diante. Maluquice? Já há alguns anos pesquisadores europeus têm trabalhado no desenvolvimento de um robô capaz de detectar o estado emocional das pessoas com as quais está interagindo. Para isso, o protótipo tem uma tela com sensores de radiação infravermelha, câmera para identificação das pessoas, um sensor LIDAR que mede distâncias e outras informações, além de computadores, que funcionam como uma espécie de cérebro.

Ferramentas como essa ajudam a melhorar a interação entre as pessoas porque identifica que tipo de sentimentos cada uma está sentindo, além de possibilitar ao educador desenvolver estratégias pedagógicas para suprir as deficiências no aprendizado. Estamos diante de uma realidade totalmente inovadora e disruptiva, que será introduzida no processo educacional aos poucos.

Todavia, há que se observar o seguinte: nenhuma tecnologia substituirá o trabalho e o contato do professor. Entretanto, nossas salas de aula andam tão cheias de alunos que é quase que humanamente impossível que o professor esteja atento às sensações de todos os alunos. Por isso, uma tecnologia dessas só pode ser usada para complementar o trabalho já desenvolvido. E ampliar os ganhos educacionais bem como para corrigir possíveis deficiências de aprendizagem. Vai ser difícil que muitos aceitem? Vai. Mas, uma hora ou outra será irreversível.

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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Um comentário em “Até 2030 a educação terá robôs que identificam sentimentos humanos

  • 12 de setembro de 2019 em 00:02
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    Gostaria que até 2030, tivéssemos humanos que tivessem sentimentos humanos. Sobretudo de respeito aos professores.

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