As mulheres na sociedade e na filosofia!

Não é segredo para ninguém que as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço e respeito na sociedade, que, pouco a pouco, vai deixando para trás traços machistas e patriarcais. Ainda há um longo caminho e se percorrer pela frente. Entretanto, os avanços são muitos e importantes. E é bom celebrar essas conquistas, principalmente próximo à data que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), na semana passada. Mas, sobretudo, todos os outros dias do ano, para que os motivos reais a serem lembrados nunca sejam esquecidos.

Só para se ter uma ideia, as mulheres ampliaram a ocupação em postos formais de emprego, subindo de 40,8% para 44%, de 2007 a 2016, segundo o Ministério do Trabalho; elas são responsáveis por 34% dos empreendimentos criados no Brasil em 2018, conforme o Sebrae, e, desse total, 59% são casadas e 52% têm filhos. Entretanto, ainda continuam ganhando menos que os homens em boa parte dos trabalhos e empregos em que ocupam as mesmas funções. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a diferença chega a 20,5% em muitos casos. É muito, não?

Sabe por que? Pois, na maioria das vezes, elas são mais competentes que os homens. Mais eficazes, mais delicadas e mais produtivas. Veja o caso em que, apenas depois de 48 horas após a identificação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, uma equipe de maioria mulher identificou o genoma do vírus, decifrando-o e sequenciando-o. Não é de se tirar o chapéu? Pois bem! As mulheres são as responsáveis por 72% dos artigos científicos no país, embora sejam em menor número como autoras (49%).

É por isso que eu digo: nós, homens, privilegiados por essa condição natural e social, temos muito a aprender com as mulheres. E deveríamos deixar a elas um ambiente melhor de se viver, produzir, trabalhar, criar os filhos e ser feliz! Afinal, são elas que estão no comando do mundo há muito tempo. Na gênese da filosofia, na Grécia Antiga, por exemplo, quem iniciou Sócrates, considerado o maior filósofo de todos os tempos, nos primeiros passos da filosofia, foram duas professoras mulheres: Diotima e Aspasia.

Seria injusto destacar apenas o trabalho de algumas filósofas no mundo, afinal existem inúmeras e incontáveis pensadoras, conhecidas e anônimas, no decorrer da História. Entretanto, atrevo-me a lembrar-me de três delas, que estão entre as mais conhecidas: Simone de Beauvoir (1908–1986), Hannah Arendt (1906–1975) e a brasileira Marilena de Souza Chaui (1941–). Noutra ocasião podemos discutir a contribuição de cada uma. Por ora, basta saber que a filosofia também está abrilhantada pela presença feminina.

Foto: Hannah Arendt

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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