Agentes de controle de endemias

Nessa coluna, a equipe de reportagem do O LONDRINENSE vai atrás de denúncias feitas por leitores. Mande a sua. Se ela tiver consistência, procuraremos os responsáveis para explicações. A denúncia também poderá servir de base para uma reportagem.

“Eu estou invocado com o secretário de Saúde, ele está falando umas coisas…. Começou falando que (Londrina) tinha 350 agentes de controle de endemias (ACE). Depois, 240 e, por último, estava em 130, sabendo o secretário Dr. Martins (administração anterior), avaliando a falta de agentes promoveu um concurso em 2016 ( 120 vagas de cadastro de reserva), nenhum foi chamado. A questão é que, segundo me consta e posso estar errado, tem hoje menos de 100 (agentes de endemias) na ativa. As equipes, depois de um estupro ocorrido com uma agente em outra cidade, só andam agora em dupla, reduzindo o ritmo de trabalho. Em Cascavel, o Ministério Público do Paraná determinou, em novembro passado, a contratação de agentes de endemias porque a cidade estava com número abaixo do mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde. Lá tinha 130 pra uma cidade de 300 mil habitantes. Londrina tem 560 mil. Em Cascavel, o MP determinou contratação pelo índice do LIRA com 4%, aqui está 7,9%. Além disso, é preciso lembrar que o Ministério da Saúde repassa recursos para contratação de ACE. Estamos entrando em risco de epidemia e eles enrolando para tomar providências”.

N.E.F, leitor do O LONDRINENSE

O LONDRINENSE foi ouvir o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, para saber se houve mesmo a redução drástica de agentes de endemias nos quadros do Município. Segundo ele, a informação não procede. “Em 2016, nós tínhamos 251 agentes de endemias trabalhando e agora temos 241, uma diferença de apenas 10 agentes que pediram exoneração de lá para cá. O que houve, em 2015/2016 foi a contratação de mais 120 agentes de endemias, em caráter emergencial, por conta da epidemia de 2016, que se somaram aos 251 efetivos. Mas depois foram desligados porque era contratação temporária, por seis meses”, explicou.

Machado não descarta a possibilidade de contratação emergencial de agentes temporários. Mas, segundo ele, o que definirá isso será a “configuração ou não” de epidemia de dengue, como aconteceu em 2016. “Nesse cenário que nós estamos agora, em que pese a crescente de número de casos confirmados, estamos ainda longe de uma epidemia propriamente dita. A epidemia se concretiza com 300 casos confirmados por 100 mil habitantes, aqui Londrina seria a partir de 1.200, 1.300 casos confirmados. Mas nós já pedimos que todas as análises fossem feitas em relação às legislações a serem seguidas porque, se houver a necessidade de lançar mão dessa ferramenta emergencial, nós as levaremos para análises um pouco mais aprofundada”, garantiu.

Na última semana, o número de casos confirmados de dengue passou de 44 para 76, um aumento de 32 casos até quinta-feira (14), o dobro do total confirmado em todo ano de2018. Outros 468 casos estão aguardando exames de confirmação. O Município fechou 2018 com um total de 36 casos confirmados, 2.926 notificações e outros 313 aguardando resultado de exames laboratoriais.

Mande sua denúncia para redacao@olondrinense.com.br

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