Ação de investigação vai apontar se houve abuso de poder econômico na eleição do vereador Beto Cambará

Documentação aponta uso da estrutura do supermercado Cambará para divulgação da campanha

Telma Elorza

O LONDRINENSE

O candidato a vereador Israel de Souza Marazaki (AVANTE) entrou com uma ação de investigação contra o vereador eleito Egberto Celeste Lazari, o Beto Cambará (PODEMOS), por abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral. A ação pede diligências junto a funcionários do Supermercado Cambará, de propriedade do eleito, e se comprovada a irregularidade, que seu registro de candidatura ou, eventualmente, seus mandatos eletivos sejam cassados e que seja declarada sua inelegibilidade por oito anos. A ação corre na 42ª. Zona Eleitoral.

Segundo a ação, o vereador eleito usou a estrutura de seu supermercado – com montagem de tenda de divulgação em frente ao comércio, com distribuição de material de propaganda para os consumidores na entrada e saída do supermercado, além de inseridos nas embalagens das compras; botons nos uniformes dos funcionários e reuniões públicas marcadas sempre no endereço comercial – para fazer sua campanha.

O advogado de Marazaki, Gabriel Antunes da Silva, documentou a ação com fotos do local, do material inserido nas sacolas de compras e postagens do Instagram de Cambará registradas em cartório. Na justificativa, aponta que o “abuso do poder econômico em matéria eleitoral é a utilização excessiva durante a campanha eleitoral, de recursos patrimoniais buscando beneficiar candidato, partido ou coligação, afetando, assim, a normalidade e a legitimidade das eleições.”

“Por conseguinte, o Investigado se valeu de toda a estrutura da pessoa jurídica Supermercado Cambará para assim fomentar sua estima e aprovação no circuito social em que vive e disputou a eleição proporcional com esse plus. Não há dúvida quanto ao fato de que foi o Investigado o promovente e o beneficiário direto de abuso de poder econômico, cuja gravidade é indisfarçável, e detém o condão de romper a igualdade de condições entre os candidatos disputantes das eleições”, diz outro trecho da ação.

Beto Cambará nega abuso de poder econômico. E diz que, pelo contrário, fez uma campanha bem simples, sem grandes investimentos. “Não tinha nem uma faixa na frente do mercado, os caminhões nem foram adesivados”, afirma. Segundo ele, apenas entregava santinhos como é permitido pela legislação eleitoral. “Vamos nos defender e provar que não aconteceu nada disso”, garante.

Foto: Print de uma das fotos incluídas no processo

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